INTRODUÇÃO

Os robôs humanoides chineses conquistaram os holofotes globais com demonstrações impressionantes, como acrobacias de kung fu no Festival da Primavera, enquanto empresas como a Honor preparam novos lançamentos. O setor, inicialmente focado em automação industrial, agora acelera rumo à "IA incorporada" — máquinas autônomas no mundo real — impulsionado por avanços em IA multimodal.

DESENVOLVIMENTO

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Segundo Selina Xu, especialista em políticas da China e IA, as empresas chineses estão superando rivais americanos em velocidade e volume de produção. "A China tem uma cadeia de suprimentos de hardware mais robusta — muito dela construída pelo setor de veículos elétricos, de sensores a baterias — e a base manufatureira mais forte do mundo", explicou Xu ao TechCrunch. Isso permite iterações mais rápidas que concorrentes ocidentais, resultando em robôs mais baratos e lançamentos ágeis. A Unitree, líder chinesa, enviou cerca de 36 vezes mais unidades em 2023 que rivais como Figure e Tesla.

CONCLUSÃO

Embora o mercado global de humanoides ainda seja incipiente — com apenas 13.317 unidades enviadas em 2023 —, projeta-se crescimento exponencial, chegando a 2,6 milhões até 2035. A vantagem competitiva da China, aliada a políticas como "Made in China 2025", posiciona o país na vanguarda desta revolução robótica, com potencial para mitigar escassez de mão de obra e impulsionar produtividade.