INTRODUÇÃO
O velho ditado da gestão "o que você mede importa" está sendo testado na era da IA generativa. Com ferramentas como Claude Code e Cursor produzindo volumes inéditos de código, as métricas tradicionais de produtividade de desenvolvedores estão se tornando obsoletas. A obsessão por "orçamentos de tokens" como indicador de produtividade revela uma contradição fundamental: medir insumos em vez de resultados.
DESENVOLVIMENTO
Novas empresas de análise de produtividade descobriram um paradoxo preocupante. Embora desenvolvedores usando IA gerem muito mais código aceito, esse mesmo código exige revisões significativamente mais frequentes. Alex Circei, CEO da Waydev, que trabalha com 50 empresas e mais de 10 mil engenheiros, está construindo uma camada de inteligência para rastrear essas dinâmicas. Suas descobertas sugerem que métricas como linhas de código ou consumo de tokens podem mascarar ineficiências reais no processo de desenvolvimento.
CONCLUSÃO
A verdadeira produtividade na era da IA não está na quantidade de código gerado ou tokens consumidos, mas na qualidade e manutenibilidade do software produzido. Empresas que continuam medindo insumos em vez de resultados correm o risco de incentivar comportamentos contraproducentes, enquanto aquelas que focam em métricas de resultado estarão melhor posicionadas para a próxima fase da engenharia de software.

