A 2ª Promotoria de Justiça do Rio, junto ao 1° Tribunal do Júri da Capital, denunciou os policiais militares Rafael Assunção Marinho e Rodrigo da Silva Alves pelo homicídio doloso triplamente qualificado do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira. O crime ocorreu na madrugada de 22 de abril deste ano, no bairro da Pavuna, zona norte do Rio de Janeiro.

Segundo o Ministério Público (MP) do Rio, os agentes, lotados no 41º batalhão da PM, em Irajá, dispararam mais de 20 tiros de fuzil contra a picape em que estavam Daniel e mais três pessoas. A vítima foi atingida na cabeça e morreu no local. Os demais ocupantes do carro não foram feridos.

A denúncia sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima. De acordo com as investigações, os policiais acompanharam a movimentação do empresário na região por mais de uma hora, com acesso a informações em tempo real fornecidas por um informante pelo telefone. A partir daí, definiram previamente a abordagem do veículo.

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As apurações mostram que não houve bloqueio, blitz ou ordem de parada ao empresário. Quando o carro da vítima foi avistado, um dos militares, com um fuzil na mão, disparou mais de 20 vezes contra o veículo. Depois, os policiais tentaram forjar uma situação para o crime, alegando que “deram ordem de parada ao motorista e não foram atendidos”. O álibi foi desfeito pela Corregedoria da corporação, que ouviu as falas dos militares gravadas pelas câmeras corporais. Em seguida, eles receberam voz de prisão.

A denúncia foi recebida pelo 1° Tribunal do Júri da Capital, que agora analisará o caso.