Paraná alerta para baixa cobertura vacinal contra coqueluche

Secretaria de Saúde faz apelo para vacinação de gestantes e crianças; cobertura está abaixo da meta nacional

Publicado em 14/jan/26 | 18:04
Paraná alerta para baixa cobertura vacinal contra coqueluche
Saúde alerta para importância da imunização contra a coqueluche em crianças e gestantesFoto: SESA

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) emitiu um alerta nesta semana sobre a importância da vacinação contra a coqueluche, especialmente entre gestantes e crianças menores de cinco anos. Os números mostram que a cobertura vacinal no estado está abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Plano Nacional de Imunização (PNI), o que preocupa as autoridades de saúde.

De acordo com dados de 2025, a vacina pentavalente, que deve ser aplicada em três doses entre os dois e seis meses de vida, registrou cobertura de 92,92% no Paraná. Já a DTP, que funciona como reforço da vacinação, apresenta cobertura ainda mais baixa: 87,45%. A situação é mais crítica entre as gestantes: a vacina dTpa, indicada a partir da 20ª semana de gestação, está com apenas 65,85% de cobertura.

"São vacinas que há anos estão disponíveis pelo SUS e têm contribuído para prevenir a doença e reduzir a mortalidade infantil. Fazemos um apelo para que os responsáveis levem as crianças para vacinar, em especial para as doses de reforço, que estão com adesão mais baixa. E reforçamos o pedido para que as grávidas se imunizem. Isso fará bem para elas, para seguirem saudáveis no período de gestação e também protegendo os bebês", ressaltou o secretário de Estado da Saúde do Paraná, Beto Preto.

O alerta ganha ainda mais relevância quando se observa o cenário epidemiológico recente. Em 2024, o Brasil registrou um aumento significativo de casos de coqueluche. No Paraná, foram 2.819 casos com cinco óbitos. Desse total, 548 casos ocorreram em crianças abaixo dos cinco anos de idade. Os dados preliminares de 2025 apontam para uma redução – até o momento foram registrados 299 casos da doença, sem óbitos –, mas a vigilância precisa ser mantida.

A coqueluche é uma doença cíclica, podendo ter aumento de casos em intervalos de três a cinco anos, o que reforça a importância da vigilância contínua e do fortalecimento das ações de imunização. A vacina está disponível gratuitamente nas mais de 1.850 salas de vacinação em todo o estado.

Esquema vacinal

Para as crianças, é recomendada a vacina pentavalente, com três doses aplicadas aos dois, três e seis meses de vida. É preciso ainda dois reforços com a vacina DTP – contra difteria, tétano e coqueluche –, aos 15 meses e aos quatro anos de idade.

Já para as gestantes, a indicação é a vacina dTpa – versão acelular da vacina contra difteria, tétano e coqueluche – a partir da 20ª semana de gestação. A imunização deve ocorrer a cada gestação com o objetivo de fornecer proteção para os recém-nascidos antes de terem idade para receber as doses da pentavalente.

Sintomas e transmissão

A coqueluche é causada pela bactéria Bordetella pertussis e ocasiona uma infecção respiratória altamente contagiosa. Em determinados casos, pode ocorrer complicações graves, especialmente em crianças menores de seis meses.

Os sintomas iniciais são parecidos com os de um resfriado comum, com coriza, tosse seca e febre baixa. Mas a doença pode evoluir para casos mais graves, provocando vômitos, tosse intensa e, em situações extremas, até parada respiratória.

A transmissão ocorre pelas gotículas de saliva liberadas ao tossir, espirrar ou falar, sendo altamente contagiosa. O contágio acontece pelo contato próximo, e uma pessoa infectada pode contaminar até 17 pessoas. O período de contágio começa próximo ao quinto dia após a contaminação e pode durar até a terceira semana de tosse intensa, encerrando-se após tratamento com antibióticos.

A vacinação é a principal forma de prevenção da doença, além de ações de higiene como lavar as mãos e evitar o contato com pessoas doentes. Os pacientes contaminados devem ficar em casa e usar máscara para evitar novos contágios.


Fonte: www.parana.pr.gov.br

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