A Polícia Militar Ambiental de São Paulo, em uma ação conjunta com o Ministério Público de Santa Catarina, realizou nesta terça-feira (3) um grande resgate de animais silvestres no município de Indaiatuba, no interior paulista. Durante a operação, foram retirados de cativeiro 137 animais, incluindo diversas espécies de pássaros, macaco-prego e ouriços-africanos, além de outros animais que viviam em condições inadequadas.
Os policiais cumpriram mandados de busca em três endereços diferentes da cidade, onde encontraram os animais mantidos em gaiolas e em situações que configuravam maus-tratos. Além do resgate, os agentes apreenderam as gaiolas utilizadas para o confinamento dos bichos. Os responsáveis pelos locais foram indiciados e multados em um valor total de R$ 468 mil, uma quantia significativa que reflete a gravidade das infrações ambientais cometidas.
A ação faz parte da Operação Aruana, uma iniciativa de combate a uma organização criminosa especializada no tráfico de animais silvestres e na falsificação de documentos. A operação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e tem alcance nacional, atuando nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.
No estado de São Paulo, a operação resultou em três prisões em flagrante durante o cumprimento das ordens judiciais. Além de Indaiatuba, os policiais realizaram buscas em outras cidades paulistas, como Diadema, Guarulhos, São Bernardo do Campo, São Paulo, Ribeirão Preto e Sorocaba. Todas as ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina, demonstrando a integração entre as forças de segurança de diferentes estados.
As investigações sobre a rede criminosa estão sob sigilo judicial, o que é comum em casos de grande complexidade e que envolvem organizações estruturadas. A medida visa proteger as etapas futuras da operação e garantir a eficácia das ações policiais. A Polícia Militar Ambiental reforça que o tráfico de animais silvestres é um crime grave, que além de causar sofrimento aos animais, desequilibra os ecossistemas e prejudica a biodiversidade brasileira.

