(Repercutindo esta matéria anterior CLIQUE AQUI e propondo uma saída emergencial para milhões de seres vivos agonizando em depósitos de animais)
O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) projeta uma imagem de onipresença e infalibilidade. Nos comerciais e cartilhas, ele é apresentado como a solução para todo e qualquer gargalo de gestão no Brasil. Se há um problema de viabilidade, o Sebrae resolve. Se falta eficiência, o Sebrae orienta. Mas quando olhamos para o abismo econômico e jurídico onde sobrevivem milhares de protetores e ONGs de animais, o "Deus da Gestão" silencia.
A Omissão sob o Escudo do Estatuto
Embora o Capítulo II, Artigo 5º de seu Estatuto Social determine que o Sebrae deve "promover a cultura empreendedora" e "estimular o aperfeiçoamento técnico e gerencial", a entidade se esquiva de orientar o setor de proteção animal sob a justificativa de que são entidades sem fins lucrativos. É uma miopia estratégica e humanitária.
A proteção animal no Brasil hoje é uma cadeia produtiva invisível que movimenta bilhões em rações, medicamentos e serviços, mas que opera de forma amadora na base. Ao negar orientação jurídica e empresarial a esse público, o Sebrae permite que o dinheiro da sociedade seja engolido pela burocracia ineficiente e pelo desperdício, enquanto o animal — que não tem voz para se defender — paga com a vida.
Não é Favor, é Inteligência de Impacto
Se o Sebrae é capaz de estruturar cooperativas de artesãos e produtores rurais, por que não cria um braço para o Empreendedorismo de Impacto Social focado na causa animal?
Profissionalizar para Salvar: Transformar o "acumulador" em um gestor eficiente é garantir que o recurso chegue à tigela e não se perca em multas e taxas bancárias por má gestão. Se a solução é tornar-se Micro Empreendedor Individual (MEI) ou mudar o foco de acúmulo para educação ambiental, onde está o Sebrae?
Mapeamento Econômico: O Sebrae tem os meios para realizar o censo desse setor, identificando onde o recurso é mais necessário e como integrar esses protetores ao mercado formal (via MEI ou novos modelos).
Saúde e Economia Urbana: O caos dos abrigos superlotados e falidos gera custos para as prefeituras e para o comércio local. Gestão é saúde pública e é necessário oferecer também apoio psiquiátrico para as protetoras, que são, antes de tudo, MULHERES, negligenciadas por toda a máquina hipócrita de "proteção" feminina, focada só em arrebentar homens, não em ajudar as mulheres de fato. Qualquer semelhança com a "causa animal" é mera coincidência!
Onde está a solução Prometida?
O Sebrae não pode continuar escolhendo a dedo quem merece ter eficiência. Se a instituição se vende como a bússola do desenvolvimento brasileiro, ela tem o dever moral e técnico de estender sua mão para o terceiro setor animal. Enquanto o Sebrae se omitir, ele será cúmplice de um sistema que tranca animais em cubículos fétidos para arrecadar dinheiro que a própria burocracia consome.
É hora de o Sebrae descer do pedestal da "gestão para o lucro" e abraçar a gestão para a vida. Menos marketing de "solução para tudo" e mais ação direta onde a dor e a falência administrativa são mais agudas.

