Em agosto de 2017, figuras-chave da OpenAI se reuniram para discutir a criação de uma entidade com fins lucrativos. Elon Musk exigia controle total, mas os outros fundadores recusaram. Após um momento de tensão, Musk deixou a sala, marcando o início da ruptura que culminou em sua ação judicial contra a empresa.
O confronto revelou duas visões opostas para o futuro da organização: de um lado, Musk queria domínio absoluto; do outro, Sam Altman e os demais defendiam uma estrutura mais colegiada. A recusa levou Musk a interromper doações e, meses depois, a deixar o conselho, embora tenha pago pelo espaço de escritório compartilhado com a Neuralink até 2020.
Hoje, o processo judicial contra a OpenAI escrutina justamente esse período, em que a disputa pelo poder entre os co-fundadores definiu os rumos da empresa e plantou as sementes do litígio atual. O episódio evidencia como divergências estratégicas podem transformar aliados em adversários no competitivo mundo da inteligência artificial.

