O mercado de dispositivos de anotação com IA explodiu nos EUA, gerando mais de US$ 600 milhões em receita no ano passado, segundo relatório da Menlo Ventures. Startups como Heidi Health e Freed já mostraram que há demanda por essa tecnologia na saúde, onde médicos e clínicas veem potencial para um assistente de IA que ajude a acompanhar conversas com pacientes, acessar prontuários e reduzir a carga administrativa. Mas esses aplicativos fazem pouco pelos pacientes, por isso a Kin Health está desenvolvendo um gravador que transcreve visitas médicas, interpreta conselhos e sugere próximos passos.
Para isso, a startup levantou US$ 9 milhões em uma rodada seed liderada pela Maveron. O aplicativo funciona como um gravador de reuniões: você pode registrar as consultas e receber um resumo gerado por IA, com os próximos passos, que pode ser compartilhado com familiares. Também permite anotar perguntas para a próxima consulta. A Kin Health afirma que todos os dados dos pacientes são criptografados e os resumos são privados por padrão. A ferramenta não é certificada pelo HIPAA (por ser voltada ao paciente), mas segue os mesmos padrões de privacidade.
O aplicativo gratuito foi criado pelos médicos Arpan e Amit Parikh, junto com Kyle Alwyn, que anteriormente criou o serviço de prescrição online HeyDoctor e o vendeu para a plataforma de saúde GoodRx. Doug Hirsch e Trevor Bezdek, cofundadores da GoodRx, são sócios fundadores e presidentes executivos da Kin Health. “Temos muitos armários onde nossos dados de saúde podem viver, mas não temos uma forma de convertê-los em utilidade que possamos usar para impulsionar mudanças comportamentais”, afirma Amit Parikh. Com a proposta de transformar a experiência do paciente, a Kin Health busca preencher essa lacuna, empoderando os usuários a entender e agir com base nas informações médicas recebidas.

