Uma investigação da Bloomberg revelou que quase todos os 20 mercados de seguros de saúde gerenciados por governos estaduais nos EUA compartilharam informações de aplicativos com gigantes de publicidade e tecnologia, como Google, LinkedIn, Meta e Snap. O relatório destaca os problemas de privacidade criados por rastreadores de pixel, que permitem que proprietários de sites coletem informações sobre visitantes, muitas vezes para análise web e identificação de bugs. Essas ferramentas comuns em publicidade digital também podem coletar dados pessoais se mal configuradas e colocadas em sites com conteúdo sensível, como dados de saúde.
Segundo a Bloomberg, o mercado de seguros de saúde de Nova York compartilhou informações com várias empresas de tecnologia sobre a aplicação de uma pessoa, incluindo detalhes sobre familiares encarcerados. Já o mercado de Washington, D.C. perguntava sobre sexo e raça dos residentes, e o rastreador pixel do TikTok tentou ocultar essas informações, mas algumas raças foram mascaradas e outras não. Um porta-voz do mercado de D.C. afirmou que endereços de e-mail, números de telefone e identificadores de país também foram compartilhados com o TikTok. Como resultado, D.C. pausou o uso do rastreador do TikTok, e a Virgínia removeu o rastreador da Meta após a Bloomberg descobrir que ele compartilhava códigos postais com a gigante tecnológica.
Este não é um problema novo: startups de telessaúde e gigantes da saúde já foram pegos compartilhando informações inadvertidamente. A diferença agora é que os rastreadores em sites governamentais podem afetar grandes parcelas da população — mais de sete milhões de americanos compraram seguro de saúde este ano através de mercados estaduais. A investigação reforça a necessidade urgente de regulamentação e transparência no uso de dados sensíveis, especialmente quando governos são os responsáveis pela coleta.

