Os estudantes do Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá, no litoral do Paraná, retomam as aulas nesta quarta-feira (08) de forma gradual e remota. A medida é uma resposta emergencial após um incêndio atingir o prédio histórico no último sábado (4). A Secretaria de Estado da Educação (Seed) organizou transmissões ao vivo com os professores da própria escola, mantendo os horários regulares das turmas através das plataformas Google Meet e Google Classroom.

A estratégia visa garantir a continuidade do aprendizado e a manutenção da rotina de estudos para os aproximadamente 1,2 mil alunos. Para aqueles sem acesso à internet, a secretaria disponibilizará material impresso. As equipes pedagógicas do Núcleo Regional de Educação estão mobilizadas para orientar alunos e famílias sobre o acesso às ferramentas digitais e esclarecer dúvidas sobre o novo modelo.

Paralelamente, a Seed está organizando a realocação temporária dos estudantes para o Instituto Superior do Litoral do Paraná (Isulpar), localizado a apenas 200 metros do Instituto de Educação. O espaço passará por ajustes estruturais para receber as 18 turmas do período da manhã e as 15 da tarde. Toda a mudança está sendo planejada em diálogo com a direção da escola e com o Núcleo Regional de Educação, buscando um processo de transição organizado e sem prejuízos pedagógicos.

Publicidade
Publicidade

O secretário de Educação do Paraná, Roni Miranda, que vistoriou a unidade atingida, reforçou o compromisso da pasta. "Estamos conduzindo o processo de realocação com toda a atenção necessária para garantir que as atividades escolares sejam retomadas da maneira mais apropriada", afirmou. Nesta segunda-feira (06), a equipe gestora realizou um momento de acolhimento com os professores para discutir as alternativas.

Nesta terça-feira (07), uma reunião crucial envolve representantes da Seed, da Fundepar (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional), da Procuradoria-Geral do Estado e da Secretaria da Cultura. O objetivo é definir as diretrizes para a revitalização do prédio, que é tombado pelo Patrimônio Histórico e considerado um patrimônio cultural de Paranaguá e do estado. O plano de recuperação será elaborado de forma conjunta, garantindo que as intervenções respeitem as características arquitetônicas originais e preservem seu valor histórico.

Enquanto isso, a Secretaria da Segurança Pública (Sesp) investiga as causas do incêndio. O Corpo de Bombeiros trabalha na elaboração de um laudo sobre a estrutura, que permitirá à Fundepar iniciar uma avaliação detalhada e o planejamento das obras de reparo no espaço atingido. O instituto, que completará cem anos em breve, é uma referência educacional na região e sua recuperação é prioridade para a comunidade escolar e para o poder público.