Theo Baker chegou a Stanford como calouro, imerso no mundo da tecnologia e programação, mas foi como jornalista estudantil que fez história. Ainda no primeiro semestre, ele quebrou a reportagem que forçou a renúncia do então presidente da universidade, Marc Tessier-Lavigne. O trabalho rendeu a Baker um prestigiado George Polk Award e agora, prestes a se formar, ele lança 'How to Rule the World', livro que promete ser um best-seller.

Em entrevista ao The Stanford Daily, Baker conta que inicialmente planejava seguir carreira em tecnologia. Juntou-se ao grupo de hackathon Tree Hacks e até se adiantou nas disciplinas de ciência da computação. Mas a morte do avô, que sempre falava com orgulho de ter trabalhado no jornal universitário, o levou a se inscrever no Stanford Daily como hobby. 'Era uma forma de me conectar com ele', explica.

Rapidamente as coisas saíram do controle. Suas primeiras reportagens tiveram grande repercussão, e as dicas começaram a chegar. Uma delas levou ao site anônimo PubPeer, onde cientistas analisam publicações já lançadas. Foi ali que Baker encontrou indícios de manipulação de dados em artigos assinados por Tessier-Lavigne – um escândalo que abalou a comunidade acadêmica internacional e culminou na renúncia do presidente de Stanford em julho de 2023.

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Carreira meteórica e livro iminente

A Warner Brothers e a produtora Amy Pascal já compraram os direitos para adaptar a história para o cinema. Agora, em 'How to Rule the World', Baker expande a investigação para as relações muitas vezes obscuras entre a universidade e a indústria do capital de risco. 'A obra mostra como o dinheiro de VC pode influenciar a pesquisa, a ética e até a administração das instituições de elite', afirma o autor.

A pré-venda do livro tem gerado enorme expectativa, e críticos preveem que será um dos títulos mais comentados do ano. Para Baker, a trajetória prova que o jornalismo investigativo ainda pode florescer dentro das universidades – desde que haja curiosidade, persistência e, talvez, um pouco de herança familiar.

Concluindo, a história de Theo Baker é um exemplo de como um hobby pode se transformar em uma carreira brilhante, e como o jornalismo estudantil continua sendo um campo fértil para descobertas que balançam o mundo acadêmico e corporativo.