O lançamento do filme 'Michael', cinebiografia sobre Michael Jackson, continua gerando polêmica. Desta vez, as críticas vêm de Dan Reed, diretor do documentário 'Deixando Neverland' (2019). Em entrevista à Variety, Reed acusou a produção de encobrir as alegações de abuso sexual envolvendo o cantor.

Reed afirmou que o longa, dirigido por Antoine Fuqua, cria uma versão distorcida da história de Jackson, transformando-o em uma figura 'assexuada' e 'plástica'. Para ele, o filme evita completamente as acusações de abuso e apresenta Jackson apenas como um 'eterno Peter Pan', motivado por filantropia ao interagir com crianças. 'Isso cria uma narrativa falsa sobre quem ele era', disse o diretor.

Reed também criticou cenas em que Jackson aparece visitando crianças doentes, classificando a abordagem como 'desconfortável' por sugerir que suas relações com menores eram exclusivamente inocentes. Ele comparou o caso a figuras como Jeffrey Epstein e Harvey Weinstein, afirmando que diferentes dimensões podem coexistir na trajetória de uma pessoa pública.

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Outro ponto levantado foi a forma como personagens próximos a Jackson são retratados. Reed diz que o longa 'inverte completamente os fatos', ignorando relatos apresentados em seu documentário, incluindo acusações de conivência de membros da equipe do cantor. Para ele, a cinebiografia falha em oferecer um contraponto a 'Deixando Neverland' e opta por um formato superficial, focado em músicas e performances.

Apesar das críticas, Reed reconhece o enorme apelo popular do artista.