Sean Plankey, indicado pelo ex-presidente Donald Trump para liderar a Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA), solicitou a retirada de sua nomeação, segundo carta enviada à Casa Branca na quarta-feira. O documento, publicado pelo The New York Times na quinta-feira, cita um impasse no Senado, que precisa aprovar sua indicação por maioria de votos.
Plankey afirmou que ficou 'claro' que o Senado não o confirmaria, mais de um ano após sua nomeação inicial. A decisão ocorre em meio a bloqueios do senador Rick Scott (R-FL), que teria travado a votação devido a um contrato da Guarda Costeira não relacionado à cibersegurança. Plankey atuou como conselheiro sênior da Guarda Costeira.
Com a desistência, a CISA permanece sob comando interino de Nick Andersen, que assumiu em fevereiro após a saída de Madhu Gottumukkala. Gottumukkala, que liderou a agência temporariamente a partir de maio de 2025, deixou o cargo menos de um ano depois, em um período turbulento.
A agência enfrenta desafios significativos, incluindo três paralisações governamentais, cortes orçamentários e redução de pessoal ordenados pela Casa Branca. Em julho, o governo Trump propôs cortar mais de US$ 700 milhões do orçamento da CISA, sob alegações de que a agência teria promovido 'censura' ao combater desinformação eleitoral nas eleições de 2020.
Enquanto isso, os EUA e seus aliados continuam sofrendo ataques cibernéticos, evidenciando a necessidade de uma liderança estável na CISA, que é responsável por proteger a infraestrutura civil do governo federal contra ameaças digitais.

