A noite dessa quarta-feira (29) foi especial para a cineasta Cibele Amaral, que subiu ao palco do Cine Brasília para ser homenageada na nona edição do Brasília International Film Festival (BIFF). O evento segue até o dia 3 de maio, com entrada gratuita para os 18 filmes selecionados entre mais de 800 inscritos.

Há 23 anos, Cibele teve seu curta-metragem Momento trágico, de 17 minutos, exibido na mesma tela do Cine Brasília. Na ocasião, o trabalho marcou o início de sua carreira e rendeu 30 prêmios. Ao retornar ao cinema de tantas lembranças, a cineasta destacou a importância das mostras: “É preciso resiliência para ser cineasta.”

A diretora geral do festival, Anna Karina de Carvalho, explicou que a proposta é divulgar novos talentos e causar encantamento no público. “Para que os mais jovens saiam do celular e experimentem a grandeza do cinema.” A diretora executiva Natasha Prado completou que os trabalhos selecionados devem ser até o terceiro filme do cineasta, justamente para abrir espaço a novos artistas.

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Como exemplo, Natasha citou o diretor norueguês Joachim Trier, que exibiu em Brasília, na edição de 2012, sua primeira obra, “Oslo, 31 de agosto”. Em 2026, Trier ganhou o Oscar de melhor filme internacional com “Valor Sentimental”. “A gente tem muito orgulho disso”, afirmou.

Para democratizar o acesso, as diretoras defenderam a programação gratuita e espaços garantidos para crianças. Nesta quinta (30), por exemplo, o longa-metragem sérvio “O Segundo Diário de Paulina P”, de Neven Hitrec, foi exibido para o público infantil. Já para os adultos, estão previstos o brasileiro “Revoada”, de Ducca Rios, e o canadense “O Roubo”, de Aisha Jamal, na mostra competitiva.