A Caixa Econômica Federal conclui nesta quinta-feira (29) o pagamento da parcela de abril do Bolsa Família. Recebem o benefício os inscritos com Número de Inscrição Social (NIS) de final 0. O valor mínimo é de R$ 600, mas com os novos adicionais o valor médio subiu para R$ 678,22.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançou 18,9 milhões de famílias, com um gasto total de R$ 12,8 bilhões.
Além do benefício mínimo, há três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes, outro de R$ 50 para cada filho de 7 a 18 anos e mais R$ 150 para cada criança de até 6 anos.
No modelo tradicional, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário pode consultar informações sobre datas, valor e composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Pagamento unificado
Os beneficiários de 173 cidades de 11 estados receberam o pagamento no último dia 16, independentemente do NIS. A medida beneficiou moradores de 121 municípios do Rio Grande do Norte que sofrem com a seca e de cinco municípios mineiros atingidos por enchentes. Também foram beneficiadas cidades no Amazonas (3), Bahia (17), Pará (1), Paraná (1), Piauí (3), Rio de Janeiro (8), Roraima (6), São Paulo (2) e Sergipe (6). Essas localidades foram afetadas por chuvas ou estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Mudanças e regra de proteção
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso, conforme a Lei 14.601/2023, que resgatou o programa. O Seguro Defeso é pago a pescadores artesanais que não podem exercer a atividade durante a piracema.
Cerca de 2,34 milhões de famílias estiveram na regra de proteção em abril. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício por até dois anos, desde que cada integrante ganhe até R$ 706. Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano, mas a mudança só abrange famílias que entraram na transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou até maio de 2025 continua recebendo metade do benefício por dois anos.

