As duas brasileiras que ficaram feridas durante um ataque a tiros nas pirâmides mexicanas de Teotihuacan, na última segunda-feira (20), já estão bem, segundo informações do Itamaraty. O incidente, que ocorreu na famosa Pirâmide da Lua, resultou na morte de uma mulher canadense e do próprio atirador, além de deixar 13 pessoas feridas.
A adolescente brasileira de 13 anos recebeu assistência médica, já foi liberada e está com a família. A outra brasileira, uma mulher de 55 anos, segue internada, mas sem risco de morte, conforme atualização do ministério das Relações Exteriores do Brasil.
De acordo com as autoridades de segurança mexicanas, além das brasileiras, entre os feridos estão três colombianos (um deles uma criança de 6 anos), cidadãos norte-americanos, russos e um segundo canadense. A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, confirmou em uma postagem no X que uma cidadã canadense morreu no ataque.
O tiroteio começou pouco depois das 11 horas da manhã na Pirâmide da Lua, uma das estruturas mais proeminentes do sítio arqueológico localizado fora da Cidade do México. Uma testemunha, que pediu anonimato, contou à Reuters que tinha acabado de descer do mezanino do templo quando ouviu "estalos" e viu uma debandada de visitantes.
"O atirador permaneceu no topo do mezanino", disse a testemunha, acrescentando que ele parecia disparar a maioria dos tiros para o ar, em vez de diretamente contra as pessoas, enquanto carregava um tablet e gritava. Os espectadores, incluindo alguns com treinamento médico, prestaram os primeiros socorros aos feridos, usando garrafas de água e panos limpos para diminuir o sangramento até a chegada dos paramédicos.
Promotores locais identificaram o atirador como Julio Cesar Jasso Ramirez, um cidadão mexicano, em um post no X. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também se manifestou na rede social: "O que aconteceu hoje em Teotihuacan nos causa profunda dor. Expresso minhas mais profundas condolências às pessoas afetadas e suas famílias".
O tiroteio deve aumentar o escrutínio da segurança do México nos principais locais turísticos e culturais, especialmente porque o país se prepara para sediar a Copa do Mundo da Fifa 2026 ao lado dos Estados Unidos e do Canadá. O evento esportivo deve atrair milhões de visitantes do exterior, colocando em foco a capacidade de proteção em pontos de grande circulação.
A cidade pré-hispânica de Teotihuacan foi um dos centros culturais mais importantes da Mesoamérica e é um dos locais turísticos mais populares do México, recebendo 1,8 milhão de visitantes no ano passado. Embora o país tenha muitos incidentes de tiroteio relacionados à atividade dos cartéis de drogas, a violência em atrações turísticas de grande visibilidade internacional é considerada rara.
O caso reforça preocupações sobre a segurança em destinos turísticos globais e a preparação para grandes eventos internacionais, enquanto as famílias das vítimas e sobreviventes, incluindo as brasileiras, tentam se recuperar do trauma do ataque inesperado.

