O segundo dia da Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada até esta quinta-feira (12) no Campus da Indústria, em Curitiba, foi marcado pelo anúncio de novos projetos do Governo do Paraná que buscam aliar pesquisa científica às necessidades do estado. São 12 iniciativas, desenvolvidas por meio da Fundação Araucária, que visam conectar ciência e inovação aos grandes desafios paranaenses, com investimentos significativos em infraestrutura e desenvolvimento sustentável.

Entre os destaques está o Anel de Conectividade, que receberá um investimento de R$ 62,9 milhões para implantar uma rede de comunicação de dados de alta velocidade, ligando universidades e instituições de pesquisa em todo o Paraná. Luiz Barros, técnico da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), explicou que a iniciativa será implementada em 26 cidades de todas as regiões. “Pretendemos colocar o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação do Paraná em pé de igualdade com todos os grandes centros mundiais que executam e desenvolvem pesquisas através de uma rede de dados de alta velocidade e alta capacidade de transporte de dados”, disse.

Outro projeto apresentado foi o Inovaostras, que contará com R$ 3 milhões para impulsionar a maricultura no litoral paranaense. A iniciativa prevê a criação de laboratórios para desenvolver técnicas e sistemas eficientes de produção de sementes, beneficiando produtores locais. “Isso irá facilitar o acesso, aumentar a produção e a renda familiar das comunidades, além de promover a sustentabilidade, uma vez que reduz a pressão da extração sobre as populações locais de ostras”, ressaltou o pesquisador da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Francisco Lagreze. Seis dos sete municípios do Litoral serão beneficiados: Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Paranaguá e Pontal do Paraná.

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A internacionalização também foi um foco central do evento. O plano estratégico da Fundação Araucária inclui iniciativas como o Ganhando o Mundo da Ciência, Mitacs e o Programa de Acolhimento aos Cientistas Ucranianos, que reforçam o papel da ciência como território de exploração global. “Essas iniciativas promovem a mobilidade e conectam o ecossistema local a redes globais de conhecimento, sendo ações prioritárias na atuação da Araucária”, informou a assessora de Relações Internacionais da Fundação Araucária, Eliane Segati Rios.

Além disso, a fundação assinou um novo Memorando de Entendimento em parceria com universidades estaduais do Paraná, a UTFPR e o Instituto Politécnico de Bragança, de Portugal. O acordo visa impulsionar o Programa Internacional Paraná–Portugal de Inovação, Aceleração Tecnológica e Mobilidade Empresarial, conectando startups, centros de pesquisa e ecossistemas de inovação. “O programa intensifica ações de internacionalização, focando na aproximação entre empresas de base tecnológica e o mercado internacional. Estruturado para fomentar a cooperação entre o ecossistema do Paraná e de Portugal, o instrumento consolida diretrizes para o desenvolvimento econômico regional”, destacou o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig.

O objetivo é utilizar a pesquisa colaborativa como ferramenta para acelerar tecnologias emergentes. “A iniciativa foca na mobilidade de empresas, projetos de I&D conjuntos, incubação e aceleração, visando elevar o nível de maturidade tecnológica (TRL) e conectar a ciência ao mercado”, afirmou o representante do Instituto Politécnico de Bragança, João Sobrinho. O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, também participou da solenidade de assinatura do Memorando, reforçando o compromisso do estado com a inovação e a cooperação internacional.