A Zona da Mata mineira enfrenta um cenário de luto e emergência após as fortes chuvas que atingiram a região desde segunda-feira (23). O número de mortos subiu para 53, com mais quatro óbitos confirmados em Juiz de Fora nesta quinta-feira (26). Segundo informações do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG), a cidade de Juiz de Fora registra 47 vítimas fatais, enquanto Ubá contabiliza seis.

Além das mortes, a tragédia deixou 15 desaparecidos: 13 em Juiz de Fora e dois em Ubá. As buscas pelos corpos concentram-se na área onde duas casas foram atingidas por deslizamentos. O coronel Joselito Oliveira de Paula, do 3º Comando Operacional de Bombeiros, em Juiz de Fora, afirmou que espera recuperar os corpos ainda nesta quinta-feira. "As buscas pelos desaparecidos concentram-se na área onde ficavam duas casas atingidas pelos deslizamentos", disse o coronel.

Enquanto as equipes de resgate trabalham contra o tempo, a população local enfrenta as consequências das enchentes e deslizamentos. Muitos desabrigados vivem momentos de incerteza, sem saber quando poderão retornar às suas casas ou reconstruir suas vidas. A situação é agravada pela previsão de mais chuvas intensas na região.

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo para a Zona da Mata Mineira, válido até as 23h59 de sexta-feira (27). A previsão indica chuva entre 30 e 60 milímetros por hora (mm/h) ou 50 e 100 mm/dia, acompanhada de ventos intensos, que podem chegar a 100 quilômetros por hora. O alerta destaca riscos como corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Em resposta à crise, o Sistema Único de Saúde (SUS) enviou equipes para as áreas atingidas, visando prestar atendimento médico e prevenir surtos de doenças. A tragédia em Juiz de Fora também reacendeu debates sobre a negligência em relação ao aquecimento global e a necessidade de políticas públicas mais eficazes para enfrentar eventos climáticos extremos.

Para acompanhar as últimas atualizações sobre a situação em Minas Gerais, o público pode sintonizar o Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil. A Agência Brasil também mantém um canal no WhatsApp para disseminar informações confiáveis em tempo real. A solidariedade e os esforços de socorro continuam, enquanto a região se prepara para mais um período de chuvas intensas.