O YouTube anunciou nesta quarta-feira (17) que deixará de fornecer seus dados de streaming para todos os rankings da Billboard, com efeito a partir de 16 de janeiro. A decisão ocorre após a revista musical divulgar uma mudança na metodologia de seus charts, que passará a dar mais peso a streams de assinaturas pagas em relação aos gratuitos.

A nova proporção entre streams pagos e gratuitos será de 1:2.5, ante 1:3 anteriormente. Isso significa que, para os rankings de álbuns, uma unidade de consumo equivalerá a 2.500 streams gratuitos ou 1.000 streams pagos (antes eram 3.750 e 1.250, respectivamente). A alteração visa refletir as mudanças no comportamento e na receita do setor musical.

Em postagem no blog oficial, o chefe global de música do YouTube, Lyor Cohen, criticou a fórmula, afirmando que ela "não reflete como os fãs consomem música hoje" e ignora o engajamento massivo de usuários que não possuem assinaturas. A plataforma começou a fornecer dados para a Billboard em 2013 (para músicas) e 2019 (para álbuns), sendo a primeira publicação do mundo a adotar essas métricas.

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