Willie Colón, o icônico trombonista, arranjador, líder de banda e produtor, um dos arquitetos da salsa e um de seus nomes mais importantes, faleceu no sábado, 21 de fevereiro. Ele tinha 75 anos.

Sua morte foi confirmada em uma publicação no Facebook por seu empresário de longa data, Pietro Carlos. “Willie não apenas mudou a salsa”, escreveu Carlos. “Ele a expandiu, a politizou, a revestiu de crônicas urbanas e a levou a palcos onde ela nunca havia estado antes. Seu trombone era a voz do povo.”

O elogio não é um exagero. Músico de enorme talento, Colón ascendeu de uma infância difícil no South Bronx para se tornar um intérprete magistral e um visionário que absorveu a música de seus pais porto-riquenhos, fundindo-a com a cena de jazz e funk de Nova York.

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Não há outro artista do lendário império Fania que tenha personificado tão bem o som da salsa dos anos 70. Colón não era, por admissão própria, um cantor brilhante, mas compunha, arranjava, produzia e tocava trombone como ninguém na música latina.

Contratado pela gravadora quando tinha apenas 15 anos, seu potencial foi rapidamente percebido pelos fundadores Johnny Pacheco e Jerry Masucci, que o colocaram para produzir seus próprios álbuns e os de outros artistas.