Os fortes ventos que atingem a região da capital paulista seguem causando transtornos no aeroporto de Congonhas nesta quinta-feira (11). Até as 15h30, já haviam sido canceladas 63 chegadas e 47 partidas, de acordo com dados da Aena, concessionária que opera o terminal. Os números, embora elevados, representam uma melhora em relação à quarta-feira, quando 88 chegadas e 93 partidas foram canceladas pelo mesmo motivo.
Segundo a Defesa Civil de São Paulo, os ventos, que chegaram a 90 km/h na região, perderam força. O pico registrado na manhã desta quinta ficou em 64,8 km/h. A situação meteorológica tem impactado não apenas São Paulo, mas também outras regiões, com notícias relacionadas indicando ventos moderados em capitais do Sul e efeitos em cascata, como o impacto no aeroporto de Brasília devido a ventanias em Congonhas e Guarulhos.
Diante da instabilidade, a Aena orienta que os passageiros com viagens programadas verifiquem a situação de seus voos diretamente com as companhias aéreas antes de se deslocarem ao aeroporto. A medida visa evitar aglomerações e frustrações desnecessárias, já que a operação pode sofrer alterações repentinas.
O Procon-SP, por sua vez, está atento às reclamações dos consumidores afetados. O órgão enviou equipes para verificar situações como cancelamentos e superlotação. Em nota, o Procon paulista explicou: "Para o consumidor que teve seu voo cancelado e não recebeu a assistência material obrigatória – como hospedagem, alimentação ou uma reacomodação satisfatória – o procedimento recomendado envolve a imediata documentação e formalização da reclamação".
O atendimento adequado começa com a documentação. A recomendação é guardar todo e qualquer comprovante: o bilhete aéreo, o cartão de embarque, e-mails de comunicação da empresa e, se possível, a declaração de contingência emitida no guichê. Caso a empresa não ofereça alimentação ou hospedagem, o consumidor deve custear o necessário e guardar as notas fiscais e recibos. Com esses comprovantes, deve registrar uma reclamação formal nos canais de atendimento da própria companhia aérea, anotando o protocolo. Se a solução for insatisfatória, o próximo passo é registrar a ocorrência no Procon-SP e também na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
"A reclamação nos órgãos de defesa é importante para tentar mediar a situação e, se necessário, embasar uma futura ação judicial por danos morais e materiais", complementa o Procon paulista. Essa orientação reforça a importância de seguir os passos corretos para garantir os direitos do passageiro.
Entre os direitos daqueles que embarcariam em voos afetados pelo mau tempo e estão fora do município onde moram estão: informação prévia do cancelamento do voo nos canais de atendimento disponíveis das companhias aéreas; viajar, tendo prioridade no próximo embarque da companhia aérea com o mesmo destino; ser direcionado para outra companhia, sem custo; receber de volta a quantia paga ou, ainda, hospedar-se em hotel por conta da empresa. Se o consumidor estiver na cidade em que mora, a empresa poderá oferecer apenas o transporte para a sua residência e desta para o aeroporto.
A situação serve como alerta para os viajantes, especialmente em períodos de instabilidade climática. Manter-se informado e conhecer os direitos pode fazer toda a diferença em momentos de imprevistos como os causados pelos ventos fortes em São Paulo. Enquanto os terminais trabalham para normalizar a operação, os passageiros devem seguir as orientações das autoridades e das companhias aéreas para minimizar os transtornos.

