INTRODUÇÃO
A Upwind Security, startup de segurança em nuvem avaliada em US$ 1,5 bilhão após apenas quatro anos, apresenta uma trajetória de sucesso aparentemente linear. Com clientes como Siemens, Peloton e Nubank, a empresa recentemente levantou US$ 250 milhões em uma Série B. No entanto, o cofundador e CEO Amiram Shachar descreve um caminho marcado por incertezas profundas e questionamentos constantes sobre a direção do negócio.
DESENVOLVIMENTO
"Três anos atrás, passávamos horas nos perguntando se estávamos indo na direção certa, e 80% do tempo, parecia que não", confessou Shachar em entrevista ao TechCrunch. As dúvidas iniciais giravam em torno da necessidade real do mercado por sua solução, da complexidade de integração em sistemas maiores e da adoção pelos clientes. A Upwind desenvolveu uma abordagem chamada "segurança em tempo de execução", focada em priorizar alertas e correções para ameaças em serviços ativos, em tempo real. Shachar a define como uma visão "de dentro para fora" da segurança em nuvem, utilizando sinais internos como requisições de rede e tráfego de API para contextualizar riscos.
CONCLUSÃO
O desenvolvimento dessa metodologia foi particularmente desafiador, já que Shachar e seus cofundadores não tinham formação tradicional em segurança. Sua experiência anterior foi na Spot.io, uma corretora de computação em nuvem vendida à NetApp por US$ 450 milhões em 2020. Foi durante sua passagem pela NetApp que Shachar vivenciou diretamente as dificuldades da segurança em nuvem, observando a falta de contexto crítico nas análises das equipes. Essa percepção prática, somada à persistência em superar as incertezas, foi fundamental para moldar a solução inovadora que hoje sustenta o status de unicórnio da Upwind Security.

