INTRODUÇÃO
A UpScrolled, rede social que explodiu em popularidade após a mudança de propriedade do TikTok nos Estados Unidos, está enfrentando uma crise de moderação de conteúdo. Com mais de 2,5 milhões de usuários em janeiro, a plataforma está sendo acusada de não agir contra nomes de usuário, hashtags e postagens que contêm discurso de ódio racial e antissemita, levantando sérias questões sobre sua capacidade de proteger a comunidade.
DESENVOLVIMENTO
Uma investigação do TechCrunch, baseada em denúncias de usuários, confirmou a existência generalizada de insultos raciais e apologia ao nazismo na plataforma. Nomes de usuário exibiam diretamente os termos ofensivos, combinações com outras palavras ou múltiplos xingamentos, enquanto outros continham frases como "Glória a Hitler". Apesar de relatar esses casos para o e-mail público da UpScrolled e receber uma resposta afirmando que a empresa está "revisando e removendo ativamente conteúdo inadequado" e expandindo sua capacidade de moderação, as contas denunciadas permaneceram ativas dias depois.
O problema não se limita aos perfis. O TechCrunch também encontrou discurso de ódio em hashtags e no texto que acompanha fotos e vídeos, incluindo postagens que glorificam Hitler. A ADL (Liga Antidifamação) corroborou as descobertas em um post de blog deste mês, alertando que a UpScrolled está se tornando um refúgio para conteúdo antissemita e extremista, inclusive de organizações designadas como terroristas, como o Hamas.
CONCLUSÃO
A UpScrolled, que promete dar "poder igual" a todas as vozes, falha claramente em equilibrar essa liberdade com a responsabilidade de moderar conteúdo perigoso. A incapacidade de agir rapidamente contra discurso de ódio sistêmico, mesmo após alertas formais, coloca em risco sua credibilidade e a segurança dos usuários, exigindo uma resposta mais eficaz e transparente para conter a escalada do problema.

