As areias da Praia Brava, no balneário de Caiobá, em Matinhos, ganharam um toque de conhecimento e inovação neste verão. Até o dia 1º de fevereiro, as sete universidades estaduais do Paraná e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) integram a programação do Verão Maior Paraná com um espaço dedicado a atividades que unem entretenimento, educação e ciência. A iniciativa, realizada em parceria com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), está em sua terceira edição e já atraiu milhares de veranistas.
A segunda fase da programação começou na terça-feira (6) e segue pelos próximos 15 dias, com novos projetos que atendem gratuitamente o público das 8h às 12h e das 15h às 19h, de terça a domingo. O local, situado na Avenida Atlântica, entre as ruas Apucarana, Paranaguá e Ponta Grossa, se transformou em uma verdadeira vitrine do que é produzido nas instituições de ensino superior paranaenses, com ações voltadas para todas as idades.
Entre os visitantes do primeiro dia da nova etapa estava Lívia Galvani, de três anos, que veio de Paiçandu, no Noroeste do Estado, para passar a temporada. "Eu gostei do quebra-cabeças de animais e do boto cor de rosa", contou a pequena, referindo-se às atividades educativas sobre meio ambiente. Sua mãe, Naiara Galvani, relatou que a filha já havia visitado o espaço na semana anterior e ficou entusiasmada. "Ela vinha pintar o rosto todos os dias. Quando choveu, ficou triste que não tinha nada na praia", disse.
A diversidade de projetos é um dos pontos fortes da iniciativa. A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) ensina sobre cuidados de saúde na praia de forma leve, enquanto a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) apresenta jogos lúdicos para toda a família. Já o espaço Maker da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) transforma jogos populares de celular em jogos de mesa, e a instituição também é responsável por um ambulatório que atende os veranistas.
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) propõe jogos que conscientizam sobre questões ambientais, e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) oferece experimentos químicos interativos, permitindo que os visitantes se sintam cientistas por alguns momentos. A Universidade Estadual de Maringá (UEM) dá continuidade ao projeto Horta do Saber, ensinando sobre cultivo em pequenos espaços, e a Universidade Estadual do Paraná (Unespar) apresenta o Cocodama, que transforma fibras de coco em vasos sustentáveis. Por fim, a UFPR Setor Litoral aproxima o público da fauna local.
Para Laura Cripa, profissional recém-formada em Educação Física que participou da atividade em 2025 como estudante da Unioeste e agora retorna como profissional, a experiência é enriquecedora. "Todos os dias são diferentes aqui, é sempre uma experiência nova. Esse contato direto com os veranistas é tão diferente que não tem como alguém não aprender e sair diferente daqui", afirmou.
Na primeira fase, realizada entre 28 de dezembro e 4 de janeiro, cerca de 4 mil pessoas visitaram o estande, que reuniu jogos educativos, experiências práticas e dinâmicas de aprendizagem para despertar o interesse por ciência e educação. Entre os visitantes estava a austríaca Emily Bischof, que conhecia o Brasil pela primeira vez. "Como a Áustria não tem praia, eu aproveitei bastante. Eu acho ótimo que vocês oferecem atividades aqui, isso deixa a praia mais divertida", comentou.
Vitor Bischof, morador de Maringá, também elogiou a iniciativa. "Fazia mais de quinze anos que eu não vinha aqui. Ver a presença das universidades é algo novo e muito positivo", disse. Ele destacou a variedade de atividades como um ponto forte. "Tem várias atividades, é bem variado e atende todas as idades. Isso torna o espaço mais interessante e atrai públicos diferentes".
Além das ações das universidades, o Verão Maior Paraná oferece uma programação gratuita de shows, atividades esportivas e culturais em todo o litoral e na região Noroeste do Estado. A agenda completa pode ser conferida no site do Governo do Paraná: pr.gov.br/verão.

