A estratégia de levar equipamentos de diagnóstico para os municípios menores do Paraná está transformando a realidade da saúde pública no estado. Com um investimento de mais de R$ 38 milhões desde 2019, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) já adquiriu e distribuiu mais de 250 aparelhos de ultrassom que hoje operam em todas as regiões, garantindo atendimento mais próximo, ágil e humano para a população.
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, destaca que a descentralização dos serviços é fundamental para a assistência integral. "Ofertar o diagnóstico mais preciso através de exames de imagem, garantindo maior agilidade nos atendimentos à população é parte fundamental da assistência integral à saúde. Com um equipamento operando na cidade, os pacientes ganham tempo e segurança", afirmou. "A descentralização dos serviços oportuniza levarmos tecnologia e atendimento especializado aos menores municípios e a todas as regiões. Só tem benefícios".
Em Peabiru, município de 14 mil habitantes na região Noroeste, o impacto já é palpável. Desde meados de janeiro, o Pronto Atendimento 24h local conta com um aparelho de ultrassom adquirido com recursos da Sesa, que já realizou cerca de 350 exames. Antes, os pacientes precisavam se deslocar para Campo Mourão, a 16 quilômetros de distância.
A secretária municipal de Saúde de Peabiru, Cintia Gasparini Lopes, explica que a mudança vai além da conveniência. "Era uma necessidade do município, não tínhamos nenhum na rede pública e, tem trazido muitas vantagens, pois os pacientes não precisam mais se deslocar para outras cidades, o que garante mais comodidade, além da redução de custos com o transporte e tempo de espera". Ela destaca especialmente o impacto nas gestantes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que agora têm acompanhamento mais seguro e próximo.
Zilda Gunther, moradora de Peabiru, sentiu na pele a diferença. "Faço acompanhamento de saúde, e todas as vezes que precisei de exame de ultrassom tive que ir a Campo Mourão. Fiquei muito feliz que desta última vez fui atendida aqui mesmo, porque, Campo Mourão é perto, mas, mesmo assim, levava o dia inteiro e eu acabava perdendo o dia de trabalho".
Na região Sudoeste, Francisco Beltrão recebeu dois aparelhos - um portátil e um fixo. O secretário municipal de Saúde, Edson Concelier, ressalta o avanço que isso representa. "A aquisição de aparelho de ultrassonografia representa um avanço significativo para a qualificação da assistência em saúde no município de Francisco Beltrão, pois é um equipamento de grande relevância clínica, amplamente utilizado tanto em exames eletivos quanto como ferramenta auxiliar no ambiente hospitalar e nos serviços de urgência e emergência, que contribui de forma decisiva para a tomada de decisões médicas rápidas, seguras e baseadas em evidências".
O prefeito Antonio Pedron complementa: "A disponibilização desse equipamento fortalece a capacidade diagnóstica da rede pública de saúde e amplia o acesso da população a exames essenciais, reduzindo o tempo de espera para diagnósticos e contribuindo diretamente para a resolutividade dos serviços de saúde do município. Sem contar que evita deslocamentos, que representam custos". Ele ainda agradece o apoio da Sesa: "Esse apoio financeiro da Sesa que nos possibilitou a aquisição dos equipamentos foi e é fundamental para seguirmos atendendo os moradores".
A regionalização dos atendimentos faz parte de uma estratégia mais ampla de modernização da rede assistencial da saúde pública no Paraná. Quando o paciente é atendido mais perto de casa, ganha não apenas em comodidade, mas também no apoio familiar durante o tratamento. Para o sistema de saúde como um todo, a descentralização significa redução de custos, desafogamento dos grandes centros e, principalmente, humanização do cuidado.
A atualização dos equipamentos de diagnóstico garante mais agilidade, segurança e eficiência nos cuidados com a saúde da população paranaense. Enquanto isso, outras iniciativas seguem em paralelo, como o Março Amarelo, que destaca a rede assistencial para atendimento da endometriose no estado, e campanhas como a de doações ao Banco de Leite do Hospital de Traumatologia e Ortopedia (HTO), que reforçam a importância da solidariedade para manter os serviços essenciais funcionando.

