O adolescente de 17 anos indiciado pelo estupro coletivo de uma jovem da mesma idade se entregou nesta sexta-feira (6) na 54ª Delegacia de Polícia, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e foi apreendido pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Com a sua prisão, todos os cinco indiciados pelo crime, ocorrido em janeiro deste ano em um apartamento em Copacabana, zona sul da capital, estão agora sob custódia das autoridades.
Os outros quatro suspeitos, dois adultos de 18 e 19 anos e dois adolescentes, já haviam sido detidos ao longo desta semana. Matheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho se entregaram na terça-feira (2), enquanto Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti se apresentaram na quarta-feira (4). Os adultos responderão pelo crime de estupro, e os adolescentes, por ato infracional análogo.
Até a prisão do quarto suspeito, ainda não havia mandado de apreensão expedido contra o adolescente de 17 anos, apesar de os cinco pedidos terem sido feitos pela polícia no último dia 27 de fevereiro. A Agência Brasil conseguiu contato apenas com a defesa de João Gabriel Xavier Bertho, que nega a participação do cliente no estupro. O espaço permanece aberto para incluir as versões dos demais envolvidos.
Segundo as investigações, a vítima recebeu uma mensagem do adolescente, que estudava em sua escola, convidando-a para ir à casa de um amigo. Ao chegar ao prédio, ele insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi prontamente recusado por ela. “No interior do apartamento, a vítima foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com quatro homens que insistiam para ela manter relações com eles. Com a negativa, eles passaram a despir-se e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica contra ela”, relata a nota da Polícia Civil.
Ao tomarem conhecimento do caso pela mídia e vendo o resultado do trabalho da Polícia Civil, outras vítimas se sentiram encorajadas e procuraram a delegacia para denunciar outros crimes vinculados aos envolvidos. Mais dois inquéritos foram abertos para investigar essas novas denúncias, segundo a corporação.
A polícia também busca quebrar o sigilo telefônico dos réus para aprofundar as investigações. O caso ganhou repercussão nacional e motivou a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, a declarar que “temos que agir”, reforçando a necessidade de combate à violência de gênero.

