INTRODUÇÃO
Enquanto os consumidores veem a Uber como uma empresa de transporte e entrega de comida, o CEO Dara Khosrowshahi tem uma visão interna bem diferente. Em entrevista ao podcast "The Diary of a CEO", ele revelou que a companhia é, em sua essência, uma enorme base de código, com engenheiros que são "literalmente os construtores da empresa". A adoção de inteligência artificial nesse processo está atingindo níveis impressionantes e mudando a forma como o trabalho é realizado.
DESENVOLVIMENTO
Um dos exemplos mais curiosos citados por Khosrowshahi é a criação de um chatbot chamado "Dara AI" por algumas equipes de engenharia. Os desenvolvedores usam essa ferramenta para simular apresentações e afinar seus argumentos antes de reuniões com a alta liderança. "Eles basicamente fazem a apresentação para o Dara AI como preparação para fazer a apresentação para mim", explicou o CEO, destacando como isso refina os materiais antes de chegarem a ele.
Os números mostram a profundidade dessa transformação: cerca de 90% dos engenheiros de software da Uber já utilizam IA em seu trabalho diário. Desse total, aproximadamente 30% são considerados "usuários avançados", que estão reestruturando a arquitetura da empresa com essas ferramentas. Khosrowshahi descreve esses profissionais como aqueles que "fabricam os tijolos que entram no sistema" e atuam como "arquitetos pensando em como o sistema deve ser".
CONCLUSÃO
A adoção massiva de inteligência artificial na Uber está gerando um impacto sem precedentes na produtividade dos engenheiros, conforme afirmou o próprio CEO. Essa mudança não apenas otimiza processos internos, como a preparação de apresentações via chatbot, mas também redefine fundamentalmente como a empresa é construída e evolui tecnologicamente. A visão de Khosrowshahi consolida a ideia de que, por trás dos serviços ao consumidor, a Uber é essencialmente uma empresa de tecnologia moldada pelo código e pela inovação de seus desenvolvedores.

