O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu país está pronto para intervir no Irã, onde ocorrem manifestações populares contra o governo. Em uma postagem em sua rede social nesta sexta-feira (9), Trump declarou: "O Irã está em busca de liberdade, talvez como nunca antes. Os EUA estão prontos para ajudar". A declaração foi feita em meio a protestos que já resultaram em pelo menos 65 mortos e 2.300 presos, segundo informações de agências internacionais.

Trump afirmou que os Estados Unidos poderiam entrar em ação no Irã caso o regime matasse os manifestantes. No momento, as autoridades iranianas intensificaram a repressão contra os protestos, que começaram no dia 28 de dezembro inicialmente contra o aumento da inflação, mas evoluíram para o âmbito político e agora buscam a derrubada do governo.

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, acusou os manifestantes de serem "vândalos" que agem em nome de Donald Trump. Enquanto isso, o país passa por um apagão na internet desde ontem, provocado pelas autoridades locais. Telefonemas também não chegam ao Irã e os voos foram cancelados, dificultando a comunicação com o exterior.

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As manifestações na capital, Teerã, e em outras cidades iranianas levaram o governo a cortar o acesso à internet e cancelar voos, numa tentativa de conter a disseminação de informações sobre os protestos. A situação no país segue tensa, com relatos de violência e repressão por parte das forças de segurança.

Analistas internacionais observam que a postura de Trump representa uma escalada nas tensões entre Washington e Teerã, que já vinham em alta desde a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã em 2018. A ameaça de intervenção direta preocupa observadores, que temem um agravamento da crise no Oriente Médio.

Enquanto isso, dentro do Irã, a população enfrenta não apenas a repressão política, mas também uma crise econômica agravada pela inflação alta e pelas sanções internacionais. Os protestos, que começam como reação às condições de vida, transformaram-se em um movimento político de maior alcance, desafinando o governo iraniano em um de seus momentos mais delicados nos últimos anos.