Uma tragédia abalou o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) Celso Suckow da Fonseca, no Rio de Janeiro, nesta semana, quando duas funcionárias foram mortas a tiros por um colega de trabalho dentro da instituição. O caso, que está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital, deixou a comunidade acadêmica em luto e levantou discussões sobre violência em ambientes educacionais.
A professora Allane de Souza Pedrotti Matos, que tinha graduação no exterior, foi uma das vítimas. Ela chegou sem vida ao Hospital Municipal Souza Aguiar, na região central da cidade, após ser atingida por tiros na cabeça. A outra vítima, a psicóloga Layse Costa Pinheiro, chegou em estado gravíssimo à unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos, conforme informou a Secretaria Municipal de Saúde. Ambas eram servidoras de carreira do Cefet, dedicadas à educação e ao apoio estudantil.
O autor dos disparos foi identificado como João Antônio Miranda Tello Ramos, também funcionário da instituição. De acordo com a Polícia Militar, após atacar as colegas, ele cometeu suicídio com um tiro na cabeça dentro do Cefet. O Corpo de Bombeiros foi acionado e chegou ao local por volta das 15h50, prestando os primeiros socorros às vítimas, mas infelizmente não foi possível salvá-las.
Em resposta ao ocorrido, a direção-geral do Cefet/RJ emitiu uma nota expressando profundo pesar e decretou luto oficial por cinco dias, a partir da próxima segunda-feira. "A direção-geral do Cefet/RJ lamenta profundamente essa tragédia que chocou a comunidade acadêmica e decreta luto oficial por cinco dias na instituição a partir da próxima segunda-feira (1º)", diz o comunicado. A medida visa honrar a memória das servidoras e oferecer apoio à comunidade durante esse período difícil.
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) também se manifestou, destacando o impacto da violência em espaços educativos. Em nota, a instituição afirmou: "A violência, sobretudo em um ambiente dedicado à educação, fere não apenas as vítimas e seus(suas) familiares, mas também toda a comunidade acadêmica. Reafirmamos que instituições de ensino devem ser espaços de paz, aprendizado, convivência, solidariedade e respeito. O IFRJ expressa sua irrestrita solidariedade aos(às) servidores(as), estudantes, colegas e familiares da comunidade do Cefet-RJ. Que encontrem, neste momento tão doloroso, conforto, acolhimento e a certeza de que não estão sozinhos(as)".
O crime está sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital, que busca esclarecer os motivos por trás do ato. Especialistas em segurança e saúde mental alertam para a importância de medidas preventivas em instituições de ensino, enfatizando a necessidade de suporte psicológico e programas de mediação de conflitos para evitar episódios similares.
A tragédia no Cefet-RJ serve como um alerta sobre os desafios enfrentados por educadores e profissionais da educação no Brasil. Enquanto a comunidade se une para superar a dor, a esperança é que casos como esse inspirem políticas públicas mais eficazes para garantir a segurança e o bem-estar em todos os ambientes escolares.

