A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (1°), sobre uma ocorrência envolvendo a troca do carregador da tornozeleira eletrônica de monitoramento do ex-presidente Jair Bolsonaro. O equipamento, que deve permanecer carregado 24 horas por dia, é parte das condições da prisão domiciliar de 90 dias que Bolsonaro cumpre, após condenação definitiva de 27 anos e três meses de prisão pela participação na trama golpista.
De acordo com as informações enviadas ao Supremo, a troca do carregador ocorreu na madrugada de domingo (29), entre 00h34 e 01h03. A PMDF, responsável pela vigilância da casa do ex-presidente, não divulgou o motivo da substituição do componente, deixando em aberto as razões que levaram à intervenção no equipamento de monitoramento.
A servidora responsável pela ação foi a policial penal Rita de Cassia Gaio, que já havia ganhado notoriedade no ano passado ao entrar na residência de Bolsonaro após o ex-presidente tentar violar a tornozeleira com um ferro de solda. Esse histórico levanta questões sobre a rotina de monitoramento e os protocolos de segurança em torno do caso.
Com base nas informações prestadas pela PMDF, o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF, poderá solicitar mais esclarecimentos sobre os motivos da troca do carregador. A medida é vista como parte do acompanhamento rigoroso do cumprimento da pena, especialmente diante de incidentes anteriores envolvendo o equipamento.
O caso ocorre em um contexto de outras notícias relacionadas ao STF, incluindo a acusação de um empresário por pagar R$ 4,5 mil por dados de ministros da corte, o depoimento marcado de Eduardo Bolsonaro em processo no Supremo e uma operação da Polícia Federal (PF) contra acusados de vazar informações de ministros. Esses eventos destacam a tensão e os desdobramentos jurídicos em torno das investigações sobre atos golpistas.
A ausência de explicações sobre a troca do carregador deixa espaço para especulações, mas a PMDF mantém o sigilo operacional, enquanto o STF avalia a necessidade de aprofundar a apuração. A situação reforça a complexidade do monitoramento eletrônico em casos de alta relevância política e a atenção contínua das autoridades sobre o cumprimento das medidas judiciais.

