O Time São Paulo Paralímpico protagonizou uma campanha histórica para o judô brasileiro nas competições internacionais realizadas no Centro Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. Com atletas subindo ao pódio em múltiplas categorias, o país reafirmou sua posição como potência do judô paralímpico nas Américas e no cenário mundial, com destaque especial para as performances de ouro de Alana Maldonado e Rebeca Silva.

As competições incluíram o Grand Prix da IBSA (Federação Internacional de Esportes para Cegos), disputado na segunda (15) e terça-feira (16), e o IBSA Judo American Championships, realizado na quinta-feira (18). No judô paralímpico, os atletas são classificados por peso corporal e por classe visual, onde J1 representa cegueira total e J2 deficiência visual severa, garantindo igualdade competitiva.

No Campeonato Americano, Alana Maldonado conquistou o ouro na categoria até 70 kg J2, enquanto Rebeca Silva foi campeã na categoria +70 kg J2. O domínio paulista no pódio continental foi reforçado por outras medalhas do Time SP: Lúcia da Silva Teixeira Araújo levou o bronze até 60 kg J2, Elielton Lira de Oliveira ficou com o bronze até 70 kg J1 e Harley Damião Pereira de Arruda conquistou o bronze até 81 kg J1.

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O desempenho das atletas já havia sido decisivo no Grand Prix da IBSA, que reuniu 258 judocas de diversos países e valeu pontos importantes para o ranking mundial — critério fundamental para a classificação aos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028. No torneio, Alana Maldonado e Rebeca Silva repetiram o feito com medalhas de ouro em suas categorias, enquanto Elielton Oliveira garantiu o bronze, contribuindo para a campanha histórica do Brasil.

Criado em 2011 pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o Time São Paulo Paralímpico conta com investimento de R$ 8,2 milhões destinados a 155 atletas. O programa fortalece o esporte paralímpico, amplia oportunidades e reafirma o esporte como ferramenta de inclusão, excelência esportiva e transformação social.

Os resultados recentes não apenas celebram conquistas esportivas, mas também evidenciam o impacto de políticas públicas consistentes no desenvolvimento do paradesporto nacional. Com atletas como Alana e Rebeca liderando o caminho, o Brasil segue firme na consolidação de seu legado no judô paralímpico, inspirando novas gerações e demonstrando que o investimento no esporte é, acima de tudo, um investimento em inclusão e superação.