O mundo do rock está de luto com a morte de Perry Bamonte, guitarrista e tecladista do The Cure, anunciada pela banda em seu site na última sexta-feira (26). O músico, conhecido carinhosamente como 'Teddy' pelos colegas, faleceu aos 65 anos após uma curta doença em casa durante o período natalino.
Em comunicado emocionado, o The Cure descreveu Bamonte como "quieto, intenso, intuitivo, constante e imensamente criativo", destacando que ele foi "uma parte calorosa e vital da história" da banda. Sua trajetória no grupo começou em 1984 como roadie, mas foi em 1990 que ele se tornou membro integral da formação, permanecendo por 14 anos e participando de mais de 400 shows.
Bamonte deixou sua marca em álbuns fundamentais do The Cure, como "Wish" (1992) - indicado ao Grammy e que alcançou o 2º lugar na Billboard 200 -, "Wild Mood Swings" (1996), "Bloodflowers" (2000) e o álbum homônimo de 2004. Ele tocava guitarra, baixo de seis cordas e teclados, contribuindo para hits como "Friday I'm in Love".
Nascido em Londres em 3 de setembro de 1960, Bamonte deixou a banda em 2005, mas seu legado foi reconhecido quando o The Cure foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame em 2019, honra que ele compartilhou com seus companheiros. Sua morte representa uma perda significativa para uma das bandas mais influentes do rock alternativo, cujo impacto se estende a artistas como Nine Inch Nails, Deftones e My Chemical Romance.

