O número de mortes causadas pelos temporais que atingem a Zona da Mata de Minas Gerais chegou a 40, segundo balanço divulgado na tarde desta quarta-feira (25) pelo Corpo de Bombeiros. A região, castigada por chuvas intensas desde segunda-feira (23), enfrenta uma das piores tragédias climáticas dos últimos anos, com centenas de desabrigados e desaparecidos.
Juiz de Fora é a cidade mais afetada, com 34 mortos confirmados e 25 pessoas ainda desaparecidas. Além das vítimas fatais, o município registra cerca de 3 mil desabrigados e 400 desalojados, números que refletem a dimensão da destruição causada pelas enxurradas e deslizamentos. Em Ubá, a situação também é grave, com seis mortos, dois desaparecidos, 26 desabrigados e 178 desalojados.
As equipes de resgate trabalham contra o tempo para localizar os desaparecidos e prestar assistência às famílias atingidas. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros têm atuado em regime de plantão, com apoio de voluntários e outras instituições, em meio a estradas interditadas e áreas de difícil acesso.
Enquanto isso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém um alerta de grande perigo para chuvas na Zona da Mata mineira até as 23h59min do dia 27 de fevereiro. O aviso indica que as tempestades devem continuar, elevando os riscos de novos desastres. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) considera muito alta a possibilidade de permanência ou novas ocorrências de enxurradas, alagamentos em áreas de drenagem deficiente e inundações, especialmente em Juiz de Fora.
As autoridades reforçam os apelos para que a população evite áreas de risco, como encostas e margens de rios, e siga as orientações dos órgãos de defesa civil. A tragédia já é comparada a outros eventos climáticos extremos que marcaram a história recente de Minas Gerais, exigindo uma resposta coordenada e rápida para mitigar os danos e salvar vidas.

