Desde a madrugada do dia 25, a região Norte de Santa Catarina vem sendo castigada por fortes temporais, com um volume de chuvas que chegou a impressionantes 180 milímetros (mm) na área, segundo dados do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia do estado. O município de Luiz Alves foi o mais atingido, onde o nível do rio subiu quase oito metros, deixando diversas casas completamente submersas e causando cenas de destruição.

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) informou que, até o momento, 22 pessoas foram resgatadas em pontos de alagamento, enquanto outros quatro atendimentos foram realizados para garantir o transporte em segurança dos afetados. Felizmente, apenas uma pessoa precisou de atendimento médico após sofrer ferimentos leves e já está fora de risco, o que ameniza um pouco a situação crítica.

De acordo com uma nota da corporação, as equipes locais atuaram em uma força-tarefa que reuniu três equipes do Corpo de Bombeiros de diferentes cidades, além das defesas civis municipal e estadual, agentes da Prefeitura de Luiz Alves e da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC). Essa união de esforços foi essencial para ampliar a capacidade de resposta diante da emergência. "Além disso, a aeronave Arcanjo realizou voos em reconhecimento da situação e identificação de possíveis vítimas", destaca o comunicado, mostrando como a tecnologia foi usada a favor da segurança.

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Para coordenar as operações, um comando emergencial foi montado inicialmente no quartel da Polícia Militar de Santa Catarina. Com a redução no nível da água, a base de operações foi transferida para o quartel do CBMSC em Luiz Alves, permitindo uma atuação mais próxima das áreas críticas. Enquanto isso, a Defesa Civil de Santa Catarina foi contatada pela reportagem da Agência Brasil sobre o número de decretos de estado de emergência nos municípios, mas até o momento não houve resposta. O espaço segue aberto para esclarecimentos, o que deixa a população e as autoridades em alerta para possíveis atualizações.

Essa situação reforça a importância de medidas preventivas e de resposta rápida em eventos climáticos extremos, que têm se tornado mais frequentes no Brasil. A solidariedade entre as instituições e a comunidade tem sido crucial para minimizar os danos e garantir a segurança de todos.