Já se passaram alguns anos desde que o conceito de “superfã” passou a integrar o vocabulário básico da indústria musical ocidental. Desde então, assistimos a uma explosão de produtos especializados e premium — de aplicativos pagos a edições em vinil —, todos voltados para os segmentos mais dedicados da base de fãs de um artista. No entanto, os superfãs estão longe de formar um grupo homogêneo.

A Luminate ampliou recentemente o escopo de sua pesquisa para analisar com mais profundidade os comportamentos dos fãs, revelando nuances importantes entre diferentes perfis de superfãs que artistas e gravadoras precisam considerar. O superfã típico é jovem e familiarizado com tecnologia, com igual propensão a seguir seu artista favorito nas redes sociais e a adquirir produtos oficiais.

A Geração Alfa (31%), os Millennials (25%) e a Geração Z (24%) concentram as maiores fatias desse grupo. Ainda assim, vale notar que há parcelas expressivas de superfãs tanto na Geração X (19%) quanto entre os Baby Boomers (10%). Embora o fenômeno do superfã não seja exclusivo de nenhuma faixa etária, as formas preferidas de interação com os artistas variam consideravelmente entre as gerações.

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Atividades como comparecer a shows e comprar música física seguem populares entre os superfãs em geral. As diferenças geracionais, porém, se acentuam quando o assunto são práticas como postar sobre artistas nas redes sociais ou assistir a shows virtuais — em parte porque a Geração X e os Baby Boomers tendem a ter menos familiaridade com a tecnologia do que as gerações mais jovens.