O SuperAção SP, considerado o maior programa de inclusão social da história do estado de São Paulo, começou efetivamente a transferir recursos para famílias em situação de vulnerabilidade. Nesta sexta-feira (12), 182 famílias de oito municípios paulistas receberam os primeiros depósitos financeiros do programa, que promete acompanhar cada núcleo familiar por dois anos com um plano personalizado de desenvolvimento.
Os municípios beneficiados nesta primeira leva estão distribuídos por diferentes regiões do estado: Barueri, Cabreúva, Campinas, Embu das Artes, Itaquaquecetuba, Paulínia, São Roque e São Vicente. As cidades representam a região metropolitana de São Paulo, a Baixada Santista e as regiões administrativas de Campinas e Sorocaba.
Do total de famílias atendidas, 141 receberam o Termo de Compromisso com SuperAção SP, no valor de R$ 200, enquanto 41 foram contempladas com o Auxílio de Proteção Social, que paga R$ 150,33 por pessoa. Todos os pagamentos são realizados exclusivamente através da Poupança Social do Banco do Brasil, conta oficial do programa que permite saques, depósitos, pagamentos, Pix e recarga de celular.
Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS), o SuperAção SP tem como objetivo conectar famílias em situação de pobreza a políticas públicas, programas sociais, atendimento socioassistencial e oportunidades de qualificação e emprego. Para participar, as famílias precisam residir em São Paulo, estar inscritas e com dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico), e ter renda familiar per capita inferior a meio salário-mínimo (R$ 759 em 2025).
Nesta primeira fase, 49 cidades aderiram ao programa. Cada família será acompanhada durante 24 meses, com monitoramento adicional de seis meses para avaliação dos avanços. O acompanhamento segue um Plano de Desenvolvimento Familiar personalizado, com metas específicas e monitoramento profissional constante.
Para acessar os recursos, o responsável cadastrado deve baixar o aplicativo "App BB" no celular, acessar o menu "QUERO SER CLIENTE > Poupança Social" e inserir o CPF para verificar se a conta já está disponível. Caso esteja, basta completar o cadastro enviando uma foto de documento, uma selfie e cadastrar as senhas. Famílias sem acesso ao aplicativo podem fazer o procedimento presencialmente em qualquer agência do Banco do Brasil, levando um documento de identificação.
Os saques podem ser realizados de duas formas: sem cartão, usando o recurso "Saque Móvel" do aplicativo para gerar um QR Code utilizado no caixa eletrônico; ou nos terminais de autoatendimento, utilizando a biometria cadastrada em agência.
O programa opera com duas trilhas de atendimento distintas, conforme o perfil socioeconômico da família. A Trilha 1 – Proteção Social é voltada para famílias com maior dificuldade de inserção produtiva, atendidas pelos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS). Famílias com renda de até R$ 218,00 per capita e situação de insegurança alimentar grave podem receber o Auxílio de Proteção Social, no valor de R$ 150,33 por pessoa, pago mensalmente por 12 meses (renováveis por mais 12 conforme análise).
Já a Trilha 2 – Superação da Pobreza é destinada a famílias com condições de avançar na capacitação e inserção no mundo do trabalho, acompanhadas por um agente de Superação. O plano familiar passa por três módulos: Proteger (conexão com políticas públicas e serviços), Desenvolver (qualificação e desenvolvimento de habilidades) e Incluir (inserção no mundo do trabalho). Esta trilha também oferece o Auxílio de Proteção Social para famílias em situação de insegurança alimentar grave, com duração de seis meses (renováveis por mais seis).
Além dos auxílios básicos, o programa prevê vários incentivos: Compromisso com o SuperAção SP (R$ 200 ao final do primeiro mês, após elaboração do plano); Ajuda de Custo para Capacitação Profissional (R$ 1.200 para cursos presenciais de pelo menos 80 horas, pagos em duas vezes; cursos on-line da mesma duração recebem R$ 600 em parcela única); Incentivo ao Desenvolvimento de Capacidades (prêmio de R$ 600 ao cumprir metas de qualificação); e Bônus final pela inclusão ao mundo do trabalho (um salário mínimo paulista de R$ 1.804 após assinatura de carteira ou abertura de CNPJ, ao concluir toda a jornada).
Com essa estrutura, o SuperAção SP busca não apenas oferecer assistência financeira imediata, mas criar condições para que as famílias superem definitivamente o ciclo da pobreza através de capacitação, acompanhamento personalizado e inserção no mercado de trabalho.

