O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, negou nesta quinta-feira (5) um pedido de habeas corpus protocolado pela defesa do piloto de automobilismo Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos. Com a decisão, o jovem permanecerá preso preventivamente no presídio da Papuda, em Brasília, onde responde por lesão corporal grave.
A prisão de Turra ocorreu na semana passada, após ele ser acusado de agredir um adolescente de 16 anos. O desentendimento, segundo as investigações, teria começado por causa de um chiclete arremessado em um amigo da vítima. O adolescente agredido segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Águas Claras, na capital federal.
Na última segunda-feira (2), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) já havia mantido a prisão do piloto. O desembargador Diaulas Costa Ribeiro, ao analisar o caso, entendeu que a medida era necessária para preservar as investigações em andamento.
No pedido de habeas corpus negado pelo STJ, a defesa de Turra contestou a decretação da prisão pela primeira instância. Os advogados argumentaram que o piloto tem residência fixa, não tentou fugir e colaborou com as investigações. Além disso, afirmaram que a prisão teria sido decretada com base em vídeos publicados na internet, sem contraditório e validação judicial prévia. A defesa também destacou que o acusado teme por sua segurança devido à grande exposição midiática do caso.
Apesar dos argumentos, o ministro Herman Benjamin manteve a decisão que determinou a prisão preventiva. Com a negativa do habeas corpus, Turra continuará custodiado enquanto o processo segue seu curso legal. O caso tem gerado repercussão na mídia e nas redes sociais, especialmente pela gravidade das acusações e pelo perfil do acusado, que é conhecido no meio automobilístico.

