O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou nesta quarta-feira (18) o inquérito que investiga as fraudes no Banco Master. Com a decisão, a Polícia Federal (PF) terá prazo de 60 dias para concluir as investigações, que já apontam para um prejuízo que pode chegar a R$ 17 bilhões.
As fraudes são apuradas pela Operação Compliance Zero, deflagrada para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal. O ministro atendeu ao pedido de prorrogação feito pela Polícia Federal, após os delegados responsáveis pelo caso afirmarem ao Supremo que a medida é imprescindível para o esclarecimento dos fatos.
A operação está na terceira fase e já permitiu a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, que está custodiado na Penitenciária Federal em Brasília. A prisão ocorreu na terceira fase da Operação Compliance Zero, que segue em andamento com o objetivo de desvendar todas as ramificações do esquema.
Enquanto isso, no âmbito político, o ministro Cristiano Zanin, também do STF, negou recentemente um pedido para determinar a criação da CPI do Banco Master. No entanto, em uma movimentação processual, Zanin será o novo relator de pedido de criação da CPI do Banco Master, o que pode reacender o debate sobre o caso no Congresso Nacional.
As investigações preliminares indicam que as fraudes envolvem um esquema complexo de concessão de créditos falsos, com potencial impacto no sistema financeiro nacional. A prorrogação do inquérito pelo STF demonstra a complexidade do caso e a necessidade de mais tempo para a apuração completa dos fatos, garantindo que todas as responsabilidades sejam devidamente apuradas.
O caso do Banco Master tem chamado a atenção não apenas pelo volume financeiro envolvido, mas também pelas conexões com instituições públicas, como o BRB. A Operação Compliance Zero segue em curso, e os próximos 60 dias serão cruciais para definir os rumos das investigações e possíveis novas medidas judiciais.

