A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima quarta-feira (22), às 11h, o início do julgamento que vai decidir sobre a manutenção da decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa. A votação ocorrerá em sessão virtual, modalidade de julgamento na qual os ministros inserem os votos no sistema eletrônico da Corte e não há deliberação presencial. A votação ficará aberta até as 23h59 da próxima sexta-feira (24).

Além de Mendonça, a Segunda Turma é integrada pelos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques. O caso ganhou destaque após a Polícia Federal (PF) deflagrar, na manhã de hoje, a quarta fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master e a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

De acordo com as investigações, Paulo Henrique Costa teria combinado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina. O valor seria repassado por meio de imóveis. A prisão do ex-presidente foi decretada por Mendonça com base nessas acusações, que envolvem supostos desvios e corrupção durante sua gestão no banco público.

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Após a prisão, a defesa do ex-presidente negou que Costa tenha recebido valores indevidos durante o período em que comandou o banco público. Os advogados argumentam que não há provas concretas para sustentar a medida cautelar e que o processo está sendo conduzido com base em suposições. Eles esperam que o colegiado do STF reveja a decisão monocrática e liberte o cliente.

O julgamento virtual do STF tem se tornado comum para casos de alta complexidade ou que demandam agilidade, especialmente durante períodos de recesso ou em situações de urgência. Nesse formato, os ministros têm um prazo determinado para apresentar seus votos e fundamentações no sistema, sem necessidade de reunião física. A decisão final será conhecida após o encerramento da votação na sexta-feira.

Notícias relacionadas ao caso incluem declarações do deputado José Guimarães, que se disse contra o socorro do governo federal ao BRB, e operações da PF que prenderam 13 pessoas em investigações contra fraudes no Master e no BRB. Esses desdobramentos evidenciam a dimensão do escândalo, que envolve instituições financeiras de grande porte e valores vultosos.

O desfecho do julgamento no STF será crucial para definir os próximos passos da Operação Compliance Zero e para o futuro jurídico de Paulo Henrique Costa. Se a Turma mantiver a prisão, ele continuará detido enquanto as investigações avançam. Caso contrário, poderá ser solto, o que representaria um revés para as acusações da PF. A sociedade aguarda com atenção o veredito, que pode influenciar outros casos semelhantes no país.