Vários elementos transformaram o Genesis em um dos grupos de rock mais importantes da história. A mistura de rock com música erudita e folk britânico, passagens musicais intrincadas, o apelo dos vocalistas Peter Gabriel e Phil Collins, e a sólida base instrumental de Tony Banks e Mike Rutherford são alguns deles. Nessa receita, a guitarra de Steve Hackett se destaca como um elemento de extrema importância – um estilo diferenciado que une virtuosismo e senso melódico incomum.
Em carreira solo desde 1977, Hackett recria alguns de seus principais momentos em duas apresentações no Brasil: sábado, dia 21, no Vivo Rio (Rio de Janeiro), e domingo, dia 22, no Espaço Unimed (São Paulo). Ele será acompanhado pela banda argentina Genetics. "Eles são muito bons, caras muito legais, ótimos músicos e capazes de fazer coisas fora do Genesis, assim como eu. Mas o público prefere escutar composições da boy band na qual fui integrante anos atrás", brinca o músico, utilizando toda a ironia britânica a que tem direito.
"O setlist será uma espécie de coletânea com os melhores sucessos e algumas coisas que chamamos de trabalhos solo", confessa Hackett, que costuma trabalhar com instrumentistas de diversas partes do mundo. "Eu dirijo uma espécie de Nações Unidas", brinca. O guitarrista foi um dos propagadores iniciais da técnica de "hammering" (aquela de dar "tapas" na corda da guitarra), que tempos depois seria aperfeiçoada por Eddie Van Halen, consolidando seu legado como um dos grandes nomes do instrumento.

