INTRODUÇÃO
O setor de saúde mental está testemunhando uma onda de inovação com startups desenvolvendo wearables que aplicam estímulos elétricos, magnéticos ou ultrassônicos no cérebro. Esses dispositivos, posicionados como alternativas não médicas, prometem tratar desde depressão até insônia, sem a necessidade de aprovação de agências regulatórias como o FDA.
DESENVOLVIMENTO
A Mave Health, fundada em 2023, é um exemplo recente dessa tendência. Seu headset de neuromodulação, avaliado em US$ 495, visa melhorar atenção, humor e regular o estresse, enquanto mede indicadores de saúde mental. A motivação para criar o dispositivo surgiu de uma tragédia pessoal: o cofundador Dhawal Jain perdeu a noiva de seu colega de apartamento para o suicídio durante a pandemia. Essa experiência revelou lacunas no sistema de saúde mental, especialmente na falta de métricas tangíveis para medir o progresso dos pacientes.
CONCLUSÃO
Embora promissoras, essas tecnologias levantam questões sobre eficácia e regulamentação. A abordagem da Mave Health, ao evitar classificações médicas, acelera o acesso ao mercado, mas também destaca a necessidade de critérios claros para validar os benefícios reais desses wearables na luta contra distúrbios mentais.

