De Piracicaba a São José do Rio Preto, o programa SP Olímpico encerra seu primeiro ano de operação com uma missão clara: incentivar a prática esportiva desde a base. Lançado em setembro, a iniciativa já entregou R$ 1,3 milhão em material esportivo para escolas da rede pública de ensino do estado de São Paulo, totalizando 8.797 itens distribuídos – incluindo bolas de futsal, vôlei, basquete, handebol e uniformes.

O impacto é sentido diretamente nas escolas. Na EMEF Wagner Hage, em Pindorama, município que recebeu 703 artigos esportivos, o professor de Educação Física Tarciso Orique comemora: "Estamos bem felizes com esses materiais. Eles vão agregar muito às nossas aulas. Nossos treinos estão mais dinâmicos, sem tantos intervalos, porque temos muitas bolas à disposição". A fala reflete o objetivo central do programa: oferecer condições adequadas para que o esporte faça parte do cotidiano escolar.

Idealizado pela Secretaria de Esportes do Estado de SP em parceria com a Secretaria da Educação do Estado (Seduc), o SP Olímpico tem como foco promover a prática esportiva para crianças e jovens de 6 a 17 anos em todo o estado. A estratégia inclui a introdução de uma grade com aulas de modalidades olímpicas no contraturno escolar, aproveitando o período em que os alunos não estão em aulas regulares.

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Atualmente, o programa já alcança números expressivos: mais de 26 mil alunos são atendidos em 478 escolas espalhadas por 146 municípios. A secretária estadual de Esportes, coronel Helena Reis, destaca a importância da iniciativa: "O SP Olímpico sintetiza o principal propósito da atual gestão da Secretaria de Esportes do Estado: estimular a prática esportiva como base para uma vida mais saudável desde a iniciação escolar e fornecer condições para que nosso estado siga sendo fonte de novos talentos para o alto rendimento".

Para os municípios interessados em aderir ao programa, o caminho está aberto. Basta preencher o formulário de manifestação disponível online. Os requisitos incluem dispor de infraestrutura mínima e tecnicamente adequada para desenvolver atividades em pelo menos uma das modalidades esportivas do programa – que incluem atletismo, basquete, futsal, vôlei, judô e handebol – além do compromisso de gerenciar matrículas e monitorar o desempenho acadêmico satisfatório dos alunos participantes.

Com um ano de estrada, o SP Olímpico já mostra que investir no esporte na base é mais do que distribuir material – é criar oportunidades, dinamizar aulas e, quem sabe, revelar os próximos talentos do esporte brasileiro. A estrada começou em setembro, mas o percurso promete ser longo e cheio de conquistas.