Neste sábado (21), o Shopping Estação, em Curitiba, foi palco de uma ação especial da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) que buscou levar informação e ferramentas concretas para o enfrentamento da violência contra a mulher. A iniciativa, coordenada pelo programa Mulher Segura e integrada à programação do Mês da Mulher, focou em divulgar estratégias de prevenção e, principalmente, em ensinar à população dois códigos silenciosos que podem ser decisivos para salvar vidas: o Código Internacional de Pedido de Ajuda e o Sinal Vermelho.

O tenente-coronel Cleverson Rodrigues Machado, coordenador do programa Mulher Segura, explicou que a ação faz parte de um conjunto de esforços estaduais. "Nosso objetivo é ampliar o acesso à informação, fortalecer os canais de denúncia e estimular a atuação da rede de proteção em todo o Estado", afirmou. O evento não se limitou a palestras: transformou-se em um dia de interação, com exposições de equipamentos do Batalhão de Polícia Ambiental e do Corpo de Bombeiros Militar, apresentação de viaturas, demonstrações com cães policiais, atividades para crianças e apresentação da banda da Polícia Militar.

O grande destaque, porém, ficou por conta da divulgação dos códigos de socorro. O Código Internacional de Pedido de Ajuda é um gesto discreto: a vítima levanta a mão, dobra o polegar em direção à palma e fecha os outros dedos sobre ele. Criado em 2020 pela Canadian Women's Foundation durante a pandemia de Covid-19, em resposta ao aumento global da violência doméstica, o sinal pode ser usado presencialmente ou em chamadas de vídeo para comunicar, sem palavras, que se está em perigo e precisa de ajuda.

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Já o Sinal Vermelho consiste em desenhar um "X" na palma da mão. Este código pode ser mostrado em farmácias, órgãos públicos ou comércios, indicando uma situação de violência doméstica e acionando uma rede de apoio imediato. A Sesp reforçou que o combate a esse tipo de violência é uma responsabilidade de toda a sociedade. "Não se trata de acusar, mas de permitir que uma situação de violência seja identificada e interrompida a tempo, garantindo a atuação das forças de segurança e a proteção da vítima", destacou o coordenador.

O programa Mulher Segura, criado em 2023, atua de forma integrada em todos os municípios do Paraná, com foco na prevenção da violência doméstica e no enfrentamento ao feminicídio. Até agora, suas ações já alcançaram cerca de 224 mil pessoas e capacitaram mais de 1,4 mil agentes de segurança como multiplicadores das informações.

Para denunciar casos de violência contra a mulher, a população paranaense pode acionar o 190, da Polícia Militar do Paraná (PMPR), o 197, da Polícia Civil (PCPR), ou o Disque Denúncia 181, que funciona 24 horas em todo o Estado e garante o anonimato. A ação no shopping reforçou que a informação é a primeira e mais poderosa arma para proteger vidas e construir uma rede de apoio eficaz.