O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) deu um passo importante na educação ambiental ao adquirir seis óculos de realidade virtual. Quatro deles serão cedidos à Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial (SEIA) para serem utilizados nas Carretas da Inovação, enquanto dois permanecerão na sede da instituição para uso interno.

O termo de cessão dos equipamentos foi assinado na tarde desta segunda-feira (1) na Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável. Participaram da cerimônia o secretário de Desenvolvimento Sustentável Rafael Greca, o secretário de Inovação Alex Canziani, o diretor geral da SEIA Marcos Stamm, e o diretor-presidente do Simepar, Paulo de Tarso.

"A cessão destes óculos vai consagrar essa parceria que já vem de mais de um ano com a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial, mostrando a integração que nós temos dentro do Estado do Paraná, sempre buscando o melhor para os cidadãos paranaenses", ressaltou Tarso durante o evento.

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Os óculos de realidade virtual funcionam simulando um ambiente digital no qual o usuário é capaz de visualizar e até interagir com esse espaço virtual. Através da utilização de displays de alta resolução, combinados com um sistema óptico de lentes que posicionam as imagens muito próximas aos olhos, os óculos criam a ilusão de que o ambiente se estende ao redor do usuário, resultando em uma profunda sensação de presença no ambiente simulado.

"A percepção de profundidade do ambiente é resultado da exibição de duas imagens ligeiramente distintas, uma para cada olho. Os óculos de realidade virtual mais modernos utilizam câmeras e sensores para realizar o mapeamento do ambiente físico do usuário, permitindo a movimentação livre dentro do ambiente da aplicação", explicou Luis Pavam, meteorologista desenvolvedor do Simepar.

O primeiro conteúdo desenvolvido especificamente para essa tecnologia é um vídeo imersivo chamado "Jornada da Gotinha", que detalha todo o processo do ciclo da água. A experiência virtual leva o usuário desde a evaporação das gotículas, passando pela formação das nuvens de tempestade, até a precipitação e retorno da água ao solo.

"Ficamos muito felizes de ver que se compartilhe todo o conhecimento acumulado num instrumento como esse, com todos os pequenos paranaenses, pais e mães, educadores e pedagogos, de maneira que essa jornada da gotinha, da evaporação da superfície da água até a formação das grandes nuvens, e depois as chuvas e a penetração no solo, reforce o respeito à natureza, ao meio ambiente", afirmou Greca.

Nas Carretas da Inovação, os óculos de realidade virtual poderão ser utilizados gratuitamente pela população. A SEIA coordena o projeto que conta com dois caminhões tecnológicos adaptados com sala de aula, computadores, internet via satélite, e ferramentas de criação digital como impressora 3D e de corte a laser. Os espaços também são preparados para receber cursos, palestras e workshops.

O projeto já passou por 77 municípios do Paraná, registrando mais de 60 mil visitações, e seguirá rodando os municípios até o fim de 2026. "A ideia é levarmos os óculos com as Carretas da Inovação que percorrem os municípios para dar oportunidade para que crianças, jovens, pessoas da melhor idade também tenham acesso a essa tecnologia e possam ver esse encantamento que ficou o vídeo do Simepar. É dessa maneira que o governador Ratinho Júnior quer elevar cada vez mais a oportunidade para que os nossos municípios sejam cada vez mais inovadores e as nossas crianças possam sonhar grande", disse Canziani.

Além do investimento em realidade virtual para educação ambiental, o Simepar também recebeu R$ 3,7 milhões da SEIA para adquirir tecnologia de ponta para enfrentar com mais eficiência as crises climáticas. Os recursos serão utilizados para comprar computadores de alta performance, drones com sensores que fazem cálculos em tempo real, e modernos equipamentos de topografia para hidrometria e aerolevantamento.

A iniciativa representa mais um passo na estratégia do governo do Paraná de utilizar tecnologia de ponta tanto para educação quanto para monitoramento ambiental, aproximando a população dos conceitos científicos de forma lúdica e interativa.