O teatro Cultura Artística, localizado no centro de São Paulo, se prepara para receber uma programação musical extensa e diversificada ao longo de 2024. A Série Petrobras ocupará o palco da casa com 13 apresentações entre os meses de abril e novembro, estabelecendo uma nova programação permanente dedicada à música brasileira contemporânea. A curadoria, segundo os organizadores, busca equilibrar encontros inéditos no palco com trajetórias já consolidadas e projetos recentes que estão em circulação.

A série reúne espetáculos concebidos especialmente para o palco do teatro ou que estão em turnê recente, apresentando abordagens distintas dentro do panorama musical brasileiro atual. "Temos a ambição de diversificar nossa programação e a parceria estratégica com a Petrobras é fundamental para consolidar este momento. A Série amplia nossa atuação na cidade e evidencia a força da música brasileira contemporânea", afirma Frederico Lohmann, diretor executivo do Cultura Artística.

A abertura da temporada fica por conta de Luedji Luna, no dia 30 de abril, com a turnê Um Mar Pra Cada Um, Antes Que A Terra Acabe. O show é construído a partir de dois álbuns lançados em sequência e articula elementos do neo soul, jazz, MPB e hip hop, em um repertório que trata de temas como amor e identidade.

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No dia 7 de maio, a cantora Alice Caymmi sobe ao palco com o projeto Caymmi, no qual revisita a obra de seu avô, Dorival Caymmi, a partir de novos arranjos e texturas sonoras. O trabalho se afasta da ideia de tributo tradicional e propõe uma leitura contemporânea do repertório do compositor baiano.

Em 27 de maio, o público poderá conferir o encontro entre Agnes Nunes e João Camarero. Agnes apresenta o repertório de seu álbum mais recente, O amor e suas variáveis, no qual transita entre MPB e R&B, explorando diferentes fases de um relacionamento. Já João Camarero, violonista com trajetória ligada tanto ao repertório instrumental quanto à canção, soma ao encontro uma atuação marcada por colaborações com nomes centrais da música brasileira.

No dia 10 de junho, os músicos Zeca Baleiro e Vicente Barreto se encontram no palco para apresentar algumas de suas parcerias, incluindo canções feitas durante a pandemia, período em que estreitaram a conexão musical.

Xênia França, vencedora do Latin Grammy de 2023, se apresenta no dia 30 de julho com um trabalho que articula música e identidade por meio de experimentação sonora, consolidando sua presença entre os nomes mais relevantes da cena contemporânea.

Em 13 de agosto será a vez de Dexter levar ao palco um espetáculo que percorre sua trajetória de mais de três décadas no rap nacional, reunindo repertório que atravessa diferentes momentos da carreira e reafirmando seu papel como referência no gênero.

No mês de setembro, Tiganá Santana e Alaíde Costa encontram-se no dia 3, propondo um repertório dedicado a compositoras brasileiras, em um gesto de valorização de vozes historicamente menos visibilizadas. Já no dia 23, a cantora Assucena apresenta o espetáculo Índia - Tributo à Gal Costa, no qual revisita o álbum lançado em 1973 a partir de novas interpretações, articulando memória e contemporaneidade.

A programação de outubro começa no dia 8, com a cantora e compositora Majur, projetada nacionalmente após participar do projeto AmarElo, de Emicida. Ela traz no repertório canções do último álbum, Gira Mundo, lançado em 2025 pela Universal Music, que reúne 16 canções em um estilo denominado afropop contemporâneo, com releituras de cantigas do candomblé em homenagem aos orixás.

Chico César sobe ao palco no dia 14 de outubro com sucessos que atravessaram décadas, como Mama África e À primeira vista. Desde 2025, em turnê pelo país, o artista tem apresentado as composições de seu disco de estreia Aos Vivos, que completou 30 anos.

Chegando à reta final da Série, a Orquestra Mundana Refugi se apresenta no dia 11 de novembro, com a participação de Fabiana Cozza, cantora com atuação consolidada na música brasileira e trajetória ligada à pesquisa vocal e às tradições populares. A orquestra reúne músicos de diferentes origens e trajetórias, em um projeto que articula repertórios de diversas culturas.

No dia 19 de novembro, Anelis Assumpção apresenta um show que evidencia sua trajetória na música brasileira contemporânea, reunindo composições autorais que transitam entre reggae, dub e MPB. O repertório é composto por faixas de trabalhos anteriores e antecipações de seu novo disco, anunciado no início deste ano.

Para fechar a programação, no dia 26 de novembro, Tássia Reis interpreta canções que mesclam sonoridades do jazz, samba, rap e black music. Entre os singles de destaque estão No seu Radinho e Perigo. Tássia é conhecida por suas parcerias com Tiago Iorc em Good Trip e com Tulipa Ruiz, na música Dia Bom.

Os ingressos para todas as apresentações da série estão disponíveis desde 2 de abril, pelo site do teatro e na bilheteria física, por valores que variam entre R$ 50 e R$ 150. Há meia-entrada para estudantes, pessoas com 60 anos ou mais, pessoas com deficiência e acompanhante, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e servidores da educação. A bilheteria funciona de terça a sábado, das 12h às 18h, e aos domingos, das 10h às 16h. Nos dias de evento, o funcionamento se estende até o início do espetáculo.

Segundo Frederico Lohmann, desde a reabertura da sede do teatro, em agosto de 2024, o Cultura Artística vem estruturando um novo ciclo de atuação, com foco na ampliação de repertórios e na diversificação de públicos. A Série Petrobras se insere neste contexto como uma iniciativa que busca consolidar a casa como um polo de difusão da música brasileira em suas múltiplas vertentes.