A seleção feminina de basquete do Brasil vive um momento decisivo na busca por uma vaga na Copa do Mundo da modalidade, que será disputada na Alemanha em setembro. Nesta madrugada de domingo (15), às 2h30 (horário de Brasília), as brasileiras enfrentam o Mali pela quarta e penúltima rodada do Pré-Mundial, que está sendo realizado em Wuhan, na China. A partida é crucial para as aspirações da equipe verde e amarela de retornar ao maior torneio mundial após duas edições de ausência.
Além do Brasil, outras cinco equipes disputam o torneio em solo chinês. Uma delas, a Bélgica, já está garantida na Copa do Mundo por ser a atual campeã europeia. Isso significa que os três participantes mais bem colocados, excluindo o time belga – que lidera a competição –, conquistarão as vagas disponíveis. Atualmente, o Brasil ocupa a quinta posição, com a mesma campanha do Mali (uma vitória e duas derrotas), mas fica atrás no saldo de pontos. Se o Pré-Mundial terminasse agora, a equipe africana ficaria com a última vaga, deixando as brasileiras de fora da classificação.
Na madrugada de sábado (14), pela terceira rodada, o Brasil foi superado pela República Tcheca por 84 a 65. As brasileiras foram para o intervalo ganhando por 46 a 42, mas a partir daí, as europeias ajustaram sua defesa e assumiram o controle do jogo, cedendo apenas 19 pontos na segunda metade e se sobressaindo no coletivo. A ala/pivô Damiris Dantas foi o principal nome da partida, com 30 pontos e 12 rebotes. Outro destaque, a pivô Kamilla Cardoso, fez 15 pontos e pegou 11 rebotes. No entanto, o Brasil dependeu em excesso delas e da ala Emanuely Oliveira, que marcou 14 pontos. O trio foi responsável por 85% dos pontos da equipe verde e amarela. Em contraste, a seleção tcheca teve quatro atletas com pelo menos 10 pontos e nove jogadoras diferentes anotando cestas, enquanto no time brasileiro apenas seis jogadoras pontuaram.
Na estreia do torneio, o Brasil foi superado pela Bélgica por 99 a 70. A reabilitação veio em seguida, com uma vitória por 94 a 79 sobre o Sudão do Sul. O último compromisso pelo Pré-Mundial será na terça-feira (17), às 8h30, contra as anfitriãs chinesas, em um jogo que também promete ser decisivo para as pretensões brasileiras.
Campeãs em 1994, as brasileiras não disputam a Copa do Mundo desde 2014, na Turquia, quando ficaram na 11ª colocação. Mesmo ausente nas duas últimas edições, o Brasil é o quarto país com mais presenças no evento, com 16 participações, atrás somente da Austrália (17), Coreia do Sul e Estados Unidos (ambos com 19). A luta por uma vaga neste ano é, portanto, não apenas uma busca por retorno à elite do basquete feminino mundial, mas também uma tentativa de manter uma tradição histórica no esporte.
Notícias relacionadas indicam que a seleção feminina de basquete fará amistosos com times da WNBA em maio, o que pode ser um preparativo importante caso consiga a classificação. No momento, porém, toda a atenção está voltada para o jogo contra o Mali, que pode definir o destino da equipe na competição. Com um cenário apertado e a necessidade de vitórias, as brasileiras precisam mostrar mais coletividade e menos dependência de poucas jogadoras para superar os desafios que ainda estão pela frente no Pré-Mundial.

