O Ministério da Defesa deu início, nesta segunda-feira (12), à etapa final do processo seletivo para o serviço militar inicial voluntário feminino de 2025. Trata-se da fase de seleção complementar, que segue até 20 de fevereiro em todo o país, com datas que podem variar conforme o cronograma específico de cada Força Armada.
Em comunicado oficial, a pasta destacou que "a iniciativa conjunta das três Forças é inédita e sinaliza um marco na ampliação e ingresso das mulheres nas fileiras da Marinha, do Exército e da Força Aérea". Esta etapa final incluirá a realização de novos exames clínicos, entrevistas, além da avaliação de atributos técnicos e do preparo físico das candidatas, requisitos considerados básicos para a formação militar.
As jovens convocadas para esta fase devem acompanhar a programação específica na unidade da Força à qual foram designadas. As informações estão disponíveis no site oficial do alistamento. O ministério reforçou que, após o ato oficial de incorporação, o serviço militar se tornará de cumprimento obrigatório para as selecionadas, conforme a Lei nº 4.375/1964 e o Decreto nº 57.654/1966. A nota também alerta que "os homens e as mulheres incorporados não terão estabilidade no serviço militar".
A previsão é que a incorporação efetiva das mulheres selecionadas ocorra em 2026, em dois momentos distintos: entre os dias 2 e 6 de março e, posteriormente, de 3 a 7 de agosto. Na Marinha, as ingressantes serão incorporadas na patente de marinheiro-recruta. Já no Exército e na Força Aérea, entrarão como soldado, "tendo os mesmos direitos e deveres dos homens", conforme destacou o ministério.
Nesta edição, estão sendo oferecidas 1.467 vagas no total, distribuídas da seguinte forma: 157 vagas para a Marinha, 1.010 para o Exército e 300 para a Força Aérea. As oportunidades estão espalhadas por 51 municípios brasileiros, abrangendo unidades militares das três Forças em 13 estados, além do Distrito Federal, o que demonstra a capilaridade do processo em território nacional.
O contexto do serviço militar obrigatório ajuda a dimensionar a importância desta iniciativa. Dados do Ministério da Defesa mostram que, em 2025, o serviço militar ultrapassou a marca de 1 milhão de alistados em todo o país. Desse total, aproximadamente 34 mil inscrições foram de mulheres voluntárias para o recrutamento. Para o alistamento masculino, que é obrigatório por lei para os jovens ao completarem 18 anos, foram registrados 1.029.323 homens alistados.
Em sua conclusão, o ministério reforçou o papel estratégico do alistamento: "É por meio do alistamento militar que as Forças Armadas renovam, anualmente, a maior parte de seus efetivos, oferecendo aos jovens a oportunidade de servir à Pátria. Essa formação garante recursos humanos qualificados e uma reserva estratégica para eventual mobilização nacional". A expansão da participação feminina nas fileiras militares representa, portanto, não apenas uma conquista em termos de igualdade de oportunidades, mas também um fortalecimento institucional das Forças Armadas brasileiras.

