INTRODUÇÃO
Enquanto o mundo do venture capital se concentrava em negócios de IA, Max Hodak, cofundador e ex-presidente da Neuralink, seguia um caminho diferente. Sua startup, a Science Corporation, anunciou nesta quarta-feira a captação de US$ 230 milhões em uma rodada Série C, alcançando uma avaliação pós-investimento de US$ 1,5 bilhão. O foco? Um chip cerebral minúsculo chamado PRIMA, que promete restaurar a visão funcional em pacientes com degeneração macular avançada.
DESENVOLVIMENTO
A Science Corp. não desenvolveu a tecnologia PRIMA do zero. Em 2024, adquiriu os ativos da francesa Pixium Vision, refinou o dispositivo e completou os ensaios clínicos iniciados pela empresa europeia. Os resultados, no entanto, são próprios: em testes com 47 pacientes na Europa e nos EUA, 80% mostraram melhora significativa na acuidade visual, conseguindo ler letras, números e palavras. "Pelo que sei, esta é a primeira vez que a restauração da capacidade de leitura fluente foi definitivamente demonstrada em pacientes cegos", afirmou Hodak em entrevista à TechCrunch.
CONCLUSÃO
Com o dispositivo já estampando a capa da Time, a Science Corp. busca agora a aprovação regulatória. A startup submeteu um pedido de marcação CE à União Europeia e espera obter a autorização em meados de 2026, seguida pelo lançamento do produto no continente. O caminho está traçado para que a empresa se torne a primeira de interface cérebro-computador a colocar um produto no mercado, marcando um avanço histórico na medicina regenerativa.

