A mais recente edição da Pesquisa de Rodovias da Confederação Nacional do Transporte (CNT) revela um cenário que coloca São Paulo em posição de destaque nacional quando o assunto é qualidade das estradas. O estado concentra nada menos que 14 das 20 rodovias classificadas como 'ótimas' ou 'boas' em todo o Brasil, assumindo a liderança absoluta no ranking que avalia a infraestrutura viária do país.
Desse total impressionante, 11 rodovias são administradas por concessionárias, um dado que aponta para a eficácia do modelo de parcerias público-privadas adotado pelo estado. O levantamento metodológico da CNT é rigoroso e considera três pilares fundamentais: as condições do pavimento, a qualidade da sinalização e a geometria da via. Itens como estado do asfalto, presença e conservação de placas, existência de acostamentos adequados, segurança das curvas e condições de pontes e viadutos são minuciosamente avaliados.
Entre os trechos paulistas que brilham no topo da lista estão algumas das vias mais estratégicas e conhecidas pelos motoristas. A SP-270 (Raposo Tavares) aparece em mais de uma posição, demonstrando qualidade consistente ao longo de diferentes regiões. A SP-348 (Bandeirantes), a SP-070 (Ayrton Senna), a SP-021 (Rodoanel) e a SP-300 (Marechal Rondon) também figuram entre as melhores do país. Essas rodovias não são apenas artérias de transporte, mas estão diretamente ligadas a projetos estruturantes conduzidos pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), o que evidencia o planejamento de longo prazo.
O desempenho excepcional de São Paulo não é obra do acaso. Segundo analistas e o próprio governo estadual, ele é fruto de uma política pública contínua e consistente, que tem nas concessões rodoviárias modernas sua principal âncora. Contratos bem regulados, com metas claras de qualidade e acompanhamento permanente do poder público, garantem que os investimentos privados se traduzam em manutenção frequente, ampliação de capacidade e implementação de dispositivos de segurança.
A CNT deixa claro que a qualidade das estradas vai muito além do conforto do usuário. A entidade alerta que a precariedade da infraestrutura tem impacto direto e mensurável na economia. Rodovias em más condições elevam, em média, 31,2% os custos operacionais do transporte de cargas. Esse percentual pode ser ainda mais dramático, chegando a 35,8%, nas estradas sob gestão pública direta, sem a injeção de recursos e a eficiência da gestão privada. Portanto, investir em boas estradas é também investir na competitividade da produção nacional.
No caso paulista, os trechos melhor avaliados frequentemente estão associados a contratos de concessão. A Raposo Tavares (SP-270), por exemplo, vem recebendo obras de duplicação, implantação de faixas adicionais e modernização dos dispositivos de segurança, ações típicas desse modelo de gestão. Esse cenário se insere no programa São Paulo na Direção Certa, lançado em maio de 2024, que tem como um de seus pilares justamente a expansão de investimentos via parcerias.
Ao priorizar investimentos robustos e contínuos na malha rodoviária, o Governo de São Paulo fortalece a infraestrutura como um verdadeiro motor do desenvolvimento econômico e social. Os benefícios são múltiplos: maior segurança viária, redução no tempo das viagens, geração de empregos diretos e indiretos nas obras e na logística, desenvolvimento regional mais equilibrado e ganhos de competitividade para a economia do estado e do país.
No fim das contas, o reconhecimento nacional conferido pelo ranking da CNT se materializa no dia a dia de milhões de pessoas. Significa estradas mais seguras, viagens mais rápidas e previsíveis, e mais qualidade de vida para quem depende das rodovias paulistas para trabalhar, estudar ou simplesmente se deslocar. Enquanto o debate nacional sobre infraestrutura muitas vezes foca nos problemas, São Paulo oferece, na prática, um case de sucesso sobre como a gestão qualificada e os investimentos direcionados podem transformar uma rede viária.

