O estado de São Paulo consolidou sua posição como o principal motor de geração de empregos formais do Brasil em 2025. Dados da Fundação Seade, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revelam que o estado criou 502.683 vagas com carteira assinada nos primeiros dez meses do ano, um crescimento de 3,51% no período. Em outubro, o saldo foi de 18.456 novos postos de trabalho, com alta de 0,12%.

No acumulado de doze meses, de novembro de 2024 a outubro de 2025, São Paulo gerou 347.581 oportunidades, representando um aumento de 2,4%. Os números ganham ainda mais relevância quando comparados com o cenário nacional: o estado foi responsável por 21,7% de todas as vagas formais criadas no país em outubro, 28% do total nos primeiros dez meses e 26% no acumulado anual.

O governador Tarcísio de Freitas atribuiu o bom desempenho às políticas públicas implementadas. "Estamos nos aproximando do fim de 2025, um ano em que conseguimos manter as boas notícias para o trabalhador paulista em diversos setores da economia. Esse cenário de mais oportunidades em empregos com carteira assinada é resultado direto de nossas políticas públicas voltadas à modernização da administração pública. Nosso objetivo desde o início da gestão, de enxugar gastos e impulsionar e atrair investimentos para o estado, faz a diferença na vida profissional de nossa população", afirmou.

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Regionalmente, a capital paulista lidera com folga a criação de empregos. Nos últimos doze meses, a cidade de São Paulo gerou 101.225 vagas, enquanto os demais municípios da região metropolitana somaram 91.179 oportunidades. Juntas, essas duas áreas respondem por mais da metade dos empregos criados no estado. As regiões administrativas de Campinas (43.755), Sorocaba (24.921) e São José dos Campos (17.100) completam o grupo que concentra 80% das contratações paulistas.

Em outubro, o setor de Serviços foi o que mais contribuiu para o crescimento, com 23.449 novas vagas. Dentro deste segmento, destacaram-se as áreas de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (14.516), Atividades Administrativas e Serviços Complementares (11.490), Transporte, armazenagem e correio (5.712) e Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3.192). O Comércio apareceu em segundo lugar, com 3.155 contratações.

No panorama anual, os Serviços lideram com 206 mil novas vagas, seguidos pelo Comércio (70 mil), Indústria (36 mil), Construção (27 mil) e Agricultura (9 mil).

Os trabalhadores paulistas também se beneficiam de salários mais altos. Em outubro, o estado registrou o segundo maior salário médio de admissão do país: R$ 2.597,98, ficando atrás apenas do Distrito Federal (R$ 2.678,86) e à frente de Santa Catarina (R$ 2.361,18) e Rio de Janeiro (R$ 2.288,47). O valor é 13% superior à média nacional de R$ 2.304,31.

Entre as cidades, São Paulo lidera tanto no mês de outubro (10.808 vagas) quanto nos acumulados de dez meses (137.600) e doze meses (101.225). Osasco aparece em segundo lugar em todos os períodos, com 4.195 vagas em outubro, 25.029 nos dez meses e 26.310 no acumulado anual. Guarulhos, Barueri e Bauru completam o top cinco entre as cidades que mais geraram empregos no estado.

Os dados reforçam a importância de São Paulo para o mercado de trabalho brasileiro. Enquanto o país criou 1.800.650 vagas formais nos primeiros dez meses de 2025, o estado paulista sozinho foi responsável por mais de meio milhão dessas oportunidades. Na região Sudeste, que gerou 789.028 empregos no período, São Paulo respondeu por quase dois terços do total.

O desempenho positivo ocorre em um contexto de recuperação econômica e sugere que as políticas de atração de investimentos e modernização administrativa implementadas pelo governo estadual estão surtindo efeito. Com salários acima da média nacional e crescimento consistente em todos os setores, São Paulo mantém sua posição como principal polo gerador de oportunidades formais de trabalho no Brasil.